Em debate entre candidatos ao Senado pelo Distrito Federal, Erika Kokay (PT) criticou a situação da saúde pública, cobrou a identificação de responsáveis pela crise do Banco de Brasília (BRB) e defendeu a manutenção do Fundo Constitucional. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (11).
Também participaram Guto Felicio dos Santos (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD). Bia Kicis (PL), Leila do Vôlei (PDT) e Michelle Bolsonaro (PL) foram convidadas, mas informaram que não iriam ao debate.
Saúde pública e BRB
Ao tratar do banco, Erika disse que o BRB e o Distrito Federal foram prejudicados. Ela defendeu que os responsáveis sejam identificados e que os recursos sejam recuperados. “O dinheiro não some. Esse dinheiro tem que ser devolvido para o povo do Distrito Federal”, afirmou.
Na área da saúde, a candidata citou a espera por cirurgias, exames e consultas com especialistas. Também criticou a quantidade de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) no Distrito Federal. “São mais de 30 mil pessoas esperando uma cirurgia”, disse Erika, ao classificar como grave o cenário enfrentado pela população.
Fundo Constitucional e violência contra mulheres
Erika defendeu o Fundo Constitucional como fonte de financiamento da segurança pública do Distrito Federal. Na comparação apresentada por ela, o repasse era de R$ 16 bilhões durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e chegou a R$ 28 bilhões no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A candidata também afirmou que a violência contra as mulheres não se limita às agressões físicas e relacionou o problema à democracia, à cidadania e à liberdade. Segundo Erika, a violência doméstica pode deixar marcas psicológicas mesmo quando não há sinais na pele.
Ela ainda mencionou os recursos destinados ao enfrentamento da violência contra a mulher. De acordo com a candidata, eram mais de R$ 100 milhões no governo Bolsonaro, enquanto o valor chegou a R$ 9 milhões. Erika afirmou que o Ligue 180 foi retomado e que o orçamento para essa área está sendo recuperado.







