Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Ferida que não cicatriza pode ser sinal de câncer de pele

Dermatologista explica quais alterações merecem atenção e como o diagnóstico precoce influencia o tratamento.

Ferida que não cicatriza pode ser sinal de câncer de pele

O câncer de pele é o tumor mais frequente entre os brasileiros. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 220.490 novos casos por ano no país, o equivalente a cerca de 31% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.

Uma ferida que insiste em não cicatrizar é um dos principais sinais de atenção. Segundo o dermatologista Carlos Alberto Bruno, ela pode formar casquinha, desaparecer e voltar sempre no mesmo local. No começo, a lesão geralmente não causa dor nem incômodo.

Coceira, descamação, sangramento após traumas leves — como passar uma toalha no rosto — e ardência também podem aparecer. Para o médico, quando esses sintomas ficam mais intensos, a doença pode estar mais evoluída. Por isso, lesões persistentes devem ser avaliadas por um dermatologista.

Regra do ABCDE tem aplicação específica

A regra do ABCDE observa assimetria, bordas irregulares, presença de mais de duas cores, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução — mudanças no tamanho, na forma ou na cor da pinta.

Esse método é usado principalmente na avaliação do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, que costuma surgir a partir de pintas. Já os carcinomas basocelular e espinocelular, que são os tipos mais comuns, costumam chamar atenção pela permanência da lesão. “Toda ferida que não cicatriza tem que ser pensada em câncer de pele”, afirma Carlos Alberto Bruno.

Quem deve redobrar a atenção

Pessoas com pele, olhos e cabelos claros têm maior predisposição. O histórico familiar também entra nessa avaliação: entre 7% e 15% dos casos de melanoma ocorrem em pacientes que têm parentes com a doença.

Queimaduras na infância, principalmente as intermitentes e mais intensas, também aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de pele no futuro. O dermatologista explica que o dano é cumulativo e que as exposições excessivas ao sol podem alterar o DNA ao longo do tempo.

Por que buscar avaliação cedo

O diagnóstico precoce pode permitir a remoção completa de uma lesão menor, com menos danos à pele saudável ao redor. Quando a consulta demora, a lesão tende a crescer, e a cirurgia pode ficar mais extensa. No caso do melanoma, também aumenta o risco de metástase.

A prevenção inclui proteção física, como chapéu e roupas com proteção UV, além do protetor solar. Para acompanhar a própria pele, a orientação é observar o corpo no espelho, procurar pintas diferentes e notar feridas que não cicatrizam. Em áreas difíceis de visualizar, como costas e pernas, é possível pedir ajuda ao companheiro ou aos pais.

Fotografar pintas pode facilitar a comparação ao longo do tempo, especialmente para quem tem muitas. O dermatologista também recomenda consulta de rotina pelo menos uma vez ao ano.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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