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Medicamento criado com IA reduz marcadores de idade biológica em estudo

Rentosertib foi testado em 43 pessoas com fibrose pulmonar idiopática, mas resultado não comprova efeito contra o envelhecimento.

Medicamento criado com IA reduz marcadores de idade biológica em estudo
Foto: NMK-Studio/Shutterstock

Um medicamento desenvolvido com apoio de inteligência artificial reduziu marcadores usados para estimar a idade biológica em pessoas com fibrose pulmonar idiopática. O rentosertib foi testado em 43 pacientes e, após 12 semanas, seis relógios de envelhecimento indicaram uma queda na idade biológica prevista.

O principal objetivo do remédio é tratar a fibrose pulmonar idiopática, doença crônica que engrossa e causa cicatrizes no tecido dos pulmões. Com a progressão do problema, a capacidade de levar oxigênio ao sangue diminui, e a doença pode ser fatal em poucos anos.

O que os relógios indicaram

Os chamados relógios de envelhecimento usam diferentes conjuntos de marcadores biológicos para estimar a idade de células, tecidos e órgãos. Os seis sistemas analisados apontaram redução na idade biológica estimada depois do tratamento.

Vadim Gladyshev, professor da Harvard Medical School que ajudou a desenvolver um dos relógios, afirmou que este é o primeiro estudo a mostrar de forma clara que a idade biológica prevista pode ser reduzida.

A análise foi feita a partir de dados coletados em um ensaio clínico anterior. Nesse estudo, a Insilico Medicine já havia observado aumento significativo da capacidade pulmonar dos pacientes.

Papel da inteligência artificial

Fundada em 2014 por Alex Zhavoronkov, a Insilico Medicine usa técnicas de inteligência artificial para descobrir medicamentos. Um dos sistemas da empresa analisa registros médicos, exames de sangue e pesquisas acadêmicas em busca de proteínas relacionadas a doenças. Outro avalia a estrutura dessas proteínas e suas interações com outras moléculas.

A tecnologia também ajuda a projetar moléculas capazes de se ligar a alvos biológicos específicos. Foi nesse processo que surgiu o rentosertib. Zhavoronkov comparou a estratégia a examinar uma fechadura para criar uma chave compatível.

Os resultados, porém, não comprovam que o medicamento retarde o envelhecimento. O estudo envolveu poucos participantes, todos com fibrose pulmonar idiopática, e acompanhou os efeitos por apenas 12 semanas. Além disso, a confiabilidade dos relógios de envelhecimento ainda é discutida, e o remédio pode levar anos para obter aprovação regulatória.

A Insilico ainda não avaliou os possíveis efeitos relacionados ao envelhecimento em pessoas saudáveis. Para Eric Topol, cardiologista e autor de “Super Agers”, o medicamento parece promissor, mas ainda não há um ensaio definitivo. Pesquisadores veem o trabalho como um possível caminho para futuros estudos sobre mudanças biológicas associadas ao envelhecimento.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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