Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Saúde cardiovascular feminina: seis ideias que podem atrasar a prevenção

Fatores de risco, sinais de alerta e exames devem ser avaliados de forma individual ao longo de toda a vida.

Saúde cardiovascular feminina: seis ideias que podem atrasar a prevenção

Cuidar do coração também faz parte da saúde da mulher. Em 2024, cerca de 399 mil brasileiros morreram por doenças do aparelho circulatório, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

A avaliação cardiovascular feminina precisa considerar os fatores de risco tradicionais e aspectos ligados à história individual, como gestação, menopausa, alterações hormonais e algumas doenças ginecológicas, inflamatórias e autoimunes. A escolha de exames também deve ser feita caso a caso, com base no histórico, nos sintomas e nas condições clínicas.

Diante de sinais súbitos ou compatíveis com infarto — entre eles dor ou pressão no peito, falta de ar, náusea ou mal-estar intenso — a orientação é buscar atendimento médico de emergência imediatamente.

O que merece atenção

A mulher teria menos risco que o homem

Essa ideia é um mito. A proteção cardiovascular associada aos hormônios femininos não dura para sempre. Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo também aumentam o risco entre mulheres.

A avaliação deve incluir ainda informações sobre gestações anteriores, menopausa, alterações hormonais e determinadas doenças ginecológicas e autoimunes. Para o cardiologista Carlos Eduardo Rochitte, do Alta Diagnósticos, adiar a prevenção por acreditar em uma proteção natural pode prejudicar o acompanhamento. “O risco cardiovascular feminino precisa ser acompanhado ao longo de toda a vida”, afirma.

Infarto sempre causa dor forte no peito

A dor ou pressão no peito é um sinal importante, mas não é a única manifestação possível. Mulheres também podem apresentar falta de ar, náuseas, vômitos, fadiga e palpitações, conforme revisões publicadas na revista European Heart Journal.

Alterações no sono, cansaço e ansiedade podem aparecer antes do evento. Como esses sinais nem sempre são associados a problemas cardíacos, podem ser confundidos com estresse, exaustão ou mudanças hormonais. Sintomas intensos, repentinos ou diferentes do padrão habitual merecem avaliação, principalmente quando surgem juntos.

O cuidado só começa depois da menopausa

A menopausa é relevante para a saúde cardiovascular, mas não deve ser o ponto de partida do acompanhamento. A história reprodutiva também pode revelar informações importantes sobre o risco futuro.

Hipertensão e pré-eclâmpsia durante a gestação estão associadas a um risco cardiovascular maior posteriormente. Marcello Bittencourt, cardiologista da Dasa Genômica, explica que essas ocorrências não são consideradas doenças cardiovasculares, mas podem funcionar como sinais para um acompanhamento mais atento ao longo dos anos.

Após a menopausa, o colesterol deixa de importar

Outro mito é considerar que o colesterol não precisa mais ser monitorado nessa fase. Mudanças metabólicas e no perfil lipídico podem ocorrer, tornando importante acompanhar pressão arterial, colesterol, glicemia, peso, atividade física, alimentação e histórico familiar.

O Ministério da Saúde inclui hipertensão, diabetes, colesterol alto, excesso de peso, sedentarismo e tabagismo entre os principais fatores associados às doenças cardiovasculares. A análise deve considerar o conjunto dessas informações, e não apenas um marcador isolado.

Todas devem fazer os mesmos exames todos os anos

A prevenção não exige uma lista fixa de exames para todas as pacientes. Idade, sintomas, histórico familiar, fatores de risco e condições clínicas orientam a investigação.

Conforme a necessidade, o médico pode solicitar exames laboratoriais, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA ou exames de imagem. A escolha deve responder à dúvida clínica específica, evitando tanto investigações sem indicação quanto uma falsa sensação de segurança causada por exames inadequados.

Uma mulher jovem e saudável não precisa se preocupar

Hábitos saudáveis reduzem o risco, mas não o eliminam. Mesmo uma mulher jovem, com peso adequado e que não fuma pode ter hipertensão, alterações no colesterol, histórico familiar ou outras condições que exigem acompanhamento.

A prevenção envolve conhecer os próprios fatores de risco e observá-los ao longo do tempo, sem esperar o aparecimento de sintomas. Doenças inflamatórias e autoimunes, complicações da gestação, condições ginecológicas e outros elementos da história individual também podem entrar nessa avaliação.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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