O risco de acidente vascular cerebral (AVC) não está ligado apenas à idade. Para o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, características da saúde feminina podem mudar esse risco em diferentes momentos, como a gestação, o período reprodutivo e a transição para a menopausa.
Entre os pontos que merecem acompanhamento está a pressão alta. Quando não é controlada, ela pode causar alterações nos vasos sanguíneos e elevar a possibilidade de eventos cerebrovasculares. Medir e acompanhar regularmente a pressão arterial é uma das medidas de prevenção destacadas pelo especialista.
A pressão alta na gravidez também deve continuar registrada no histórico de saúde após o parto. Isso inclui casos de pré-eclâmpsia e outras complicações relacionadas à pressão arterial durante a gestação. Essas informações devem ser comunicadas aos profissionais de saúde porque podem indicar a necessidade de acompanhar fatores de risco cardiovascular ao longo dos anos.
Outros fatores para observar
A enxaqueca com aura é outro ponto de atenção. O quadro pode envolver pontos luminosos, perda temporária da visão e outros sinais neurológicos. A avaliação médica é especialmente importante quando há outros fatores de risco associados.
O uso de anticoncepcionais hormonais não significa, por si só, que a mulher terá um AVC. A escolha do método deve levar em conta o histórico clínico, incluindo enxaqueca com aura, pressão alta, tabagismo e outros fatores cardiovasculares. Em algumas situações, pode ser necessário discutir alternativas contraceptivas com um profissional.
Mulheres com diagnóstico de endometriose também devem manter acompanhamento médico e observar condições que possam contribuir para o risco cardiovascular. Já a menopausa precoce, quando a menstruação é interrompida antes dos 45 anos, especialmente antes dos 40, pode estar associada a maior risco cardiovascular.
A prevenção, afirma Espíndola, precisa considerar o conjunto do histórico da mulher. Pressão arterial, diabetes, colesterol, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e as condições de cada fase da vida devem ser acompanhados.
Como reconhecer um AVC
Sinais como alteração repentina na visão, perda de equilíbrio, assimetria no rosto, dificuldade para falar ou compreender e fraqueza ou formigamento de um lado do corpo exigem atenção. Uma dor de cabeça intensa e inesperada também está entre os sintomas mencionados pelo especialista.
Diante de qualquer manifestação neurológica súbita, a orientação é buscar atendimento de emergência imediatamente, sem esperar para ver se o quadro melhora. Para o neurocirurgião, iniciar o tratamento rapidamente pode aumentar as possibilidades de reduzir danos e sequelas.







