Levantar da cama rapidamente pode aumentar o esforço sobre a coluna e causar desconforto, principalmente em pessoas com dor, rigidez ou dificuldade de mobilidade. A recomendação é fazer a transição de forma gradual, sem projetar o tronco diretamente para a frente nem torcer a região lombar.
Rafaela Correia Costa Magalhaes, coordenadora dos cursos de Fisioterapia e Educação Física da Faculdade Anhanguera de Maceió, explica que levantar o tronco de uma só vez, como em um abdominal, exige mais da musculatura e pode aumentar a pressão na lombar.
Após o período de repouso, o corpo pode apresentar rigidez. Por isso, movimentos rápidos, com flexão ou rotação brusca do tronco, podem sobrecarregar estruturas que ainda estão retomando o movimento. “O ideal é realizar essa transição de forma gradual e controlada”, explica a fisioterapeuta.
Passo a passo para levantar
Primeiro, vire o corpo para o lado, mantendo ombros e quadris alinhados. Depois, dobre os joelhos, coloque as pernas para fora da cama e apoie as mãos no colchão para elevar o tronco até ficar sentado.
Os braços ajudam a distribuir o esforço, e as pernas funcionam como contrapeso durante a subida. Depois de sentar, apoie os pés no chão e observe se há tontura ou instabilidade antes de ficar em pé.
Idosos, gestantes, pessoas em recuperação de cirurgias e pacientes com dores na coluna, alterações de equilíbrio ou mobilidade reduzida precisam ter atenção redobrada. Levantar depressa pode favorecer tonturas, perda momentânea de estabilidade e quedas.
A altura da cama também interfere no movimento. Superfícies muito baixas podem exigir mais dos joelhos e quadris, enquanto camas excessivamente altas podem dificultar o apoio completo dos pés no chão. Chinelos, tapetes e objetos próximos devem ser verificados para evitar escorregões ou tropeços.
Dores recorrentes ao acordar, fraqueza, formigamento, perda de sensibilidade ou dificuldade frequente para sair da cama precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Pequenos cuidados posturais não substituem uma avaliação individual quando a dor persiste ou limita as atividades diárias.







