JOÃO PESSOA — Trabalhadores dos Correios na Paraíba se reúnem nesta quinta-feira (10) para analisar a Campanha Salarial 2026/2027 e decidir se a categoria vai iniciar uma greve nacional. A assembleia está marcada para 18h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB), em João Pessoa, e na subsede da entidade, em Campina Grande.
A votação inclui a proposta apresentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) durante a mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Também será discutida a paralisação a partir de 0h de 11 de setembro.
O secretário-geral do SINTECT-PB, Tony Sérgio, afirmou que a decisão ocorre em meio ao impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 e às discussões sobre a reestruturação dos Correios. “Se a empresa não negociar o nosso Acordo Coletivo e não barrar essa reestruturação que tenta desmontar a estatal, no dia 11 iniciaremos uma Greve Nacional unificada”, disse.
A mobilização, segundo o dirigente, reúne 36 sindicatos e duas federações. Para as entidades sindicais, a campanha trata de reivindicações econômicas, direitos e condições de trabalho.
Itens da assembleia
Os participantes receberão informes gerais, avaliarão o andamento da campanha salarial e a mediação no TST, além de examinarem a proposta da direção dos Correios. A deliberação sobre a greve também está prevista na pauta.
As decisões serão tomadas pelos trabalhadores presentes nos locais definidos no edital. A primeira convocação será às 18h30, com a presença de 50% dos associados. Se não houver quórum, a segunda chamada ocorrerá às 19h, com qualquer número de participantes.
A assembleia acontece enquanto os Correios conduzem um processo de reestruturação institucional. A direção da empresa declara que as medidas são necessárias para reorganizar as finanças e manter a sustentabilidade dos serviços. As entidades sindicais, por sua vez, questionam as mudanças e demonstram preocupação com possíveis impactos sobre direitos e condições de trabalho. Diante do impasse, a empresa recorreu à mediação do TST para tentar negociar o ACT 2026/2027.






