Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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TST valida greve nos Correios e define regras para compensação e reajuste

Decisão encerra a paralisação, preserva os salários dos dias parados e altera a gestão do plano de saúde dos funcionários.

TST valida greve nos Correios e define regras para compensação e reajuste
Foto: Agência dos Correios no Distrito Federal

A paralisação dos trabalhadores dos Correios terminou após duas semanas de serviços suspensos. Em decisão tomada nesta quinta-feira (24), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou que o movimento não foi abusivo e determinou a retomada das atividades nesta sexta-feira (25).

Os ministros também decidiram que os dias de greve não serão descontados dos salários. O período sem trabalho, porém, deverá ser compensado posteriormente pelos funcionários. A determinação inclui ainda reajuste de 4,09% nos salários e em benefícios como vale-refeição e bolsa-creche.

A decisão rejeitou o pedido dos Correios para que a paralisação fosse declarada abusiva. Caso a solicitação tivesse sido aceita, as organizações sindicais poderiam receber multa de R$ 100 mil. Para a maioria dos ministros, os argumentos apresentados pela empresa não foram suficientes para caracterizar abuso.

Mudança no plano de saúde

O TST atendeu ao pedido dos Correios para retirar da estatal a administração do plano de saúde, tema que concentrou a maior divergência entre a empresa e os funcionários durante as negociações.

Os trabalhadores defendiam a continuidade do modelo atual, em que os Correios respondem pelo custeio do benefício. Na avaliação dos funcionários, a mudança pode elevar a parcela paga por eles. A empresa, por sua vez, buscava reduzir gastos para conter a crise financeira.

Durante as últimas semanas, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafo do Distrito Federal (Sintect-DF) realizou mobilizações para discutir possíveis acordos com a empresa. As reivindicações também envolveram denúncias de falta de funcionários, fechamento de unidades, transferências forçadas e retirada de adicionais.

Amanda Corcino, presidente do Sintect-DF, afirmou que a mobilização deve continuar. “A luta não terminou aqui, a luta continua contra essa reestruturação”, disse, ao criticar a gestão de Emmanoel Rondon.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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