Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Augusto Cury propõe lista tríplice para comandar a Polícia Federal

Candidato do Avante afirma que modelo ampliaria a autonomia da corporação e reduziria a interferência do governo de turno.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido a partir de uma lista tríplice formada por delegados federais. A proposta surge durante a crise envolvendo o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da corporação.

Pelo modelo sugerido, os próprios delegados escolheriam três nomes, e o presidente da República indicaria um deles. Para Cury, a medida daria mais autonomia à Polícia Federal em relação ao governo de turno. “A Polícia Federal é uma polícia de Estado, não é política de governo, não é política de partido”, afirmou em entrevista coletiva.

Hoje, o diretor-geral é escolhido diretamente pelo presidente, sem exigência de lista tríplice ou aprovação do Congresso. O indicado precisa ser delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação é formalizada por decreto presidencial.

Crise no comando da corporação

Andrei Rodrigues foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu a direção da Polícia Federal em janeiro de 2023. Antes, havia sido responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e já ocupava funções de direção na instituição.

A declaração de Cury ocorreu durante o acirramento de uma crise institucional no STF, após a revelação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça havia afastado o diretor-geral por causa de supostas irregularidades na produção de um relatório de inteligência usado por Moraes para solicitar uma investigação contra o próprio Mendonça.

A apuração estava relacionada a suspeitas de conduta imprópria na condução dos inquéritos do Banco Master e do INSS. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento. Ele argumentou que uma mudança repentina no comando da Polícia Federal, incluindo Leandro Almada, que dirigia a área de inteligência, poderia comprometer investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a decisão de Dino, mas disse estar “muito triste” com os episódios envolvendo o STF. O candidato também defendeu maior prestação de contas por parte de autoridades públicas e afirmou que a crise tem contribuído para o desgaste da imagem da Corte perante a sociedade.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5