Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Bispo ligado à família Bolsonaro questiona padroeira do Brasil em livro

JB Carvalho, líder religioso próximo de Flávio Bolsonaro, defende que Nossa Senhora Aparecida deixe de ser padroeira do país.

Mentor religioso da família Bolsonaro diz que lei que estabelece Aparecida como padroeira do Brasil é ilegal

A condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil é contestada pelo bispo JB Carvalho, fundador e presidente da Comunidade das Nações, igreja frequentada por Flávio Bolsonaro. Em livro publicado em 2001, o religioso também questiona o feriado de 12 de outubro e convoca cristãos a pressionarem parlamentares para mudar essa condição.

Carvalho é uma liderança religiosa próxima de Flávio Bolsonaro. O senador e Fernanda Bolsonaro foram batizados na Comunidade das Nações em 2024. Em dezembro de 2025, Flávio escolheu a mesma igreja para fazer sua primeira aparição pública depois de anunciar a pré-candidatura à Presidência. Ele também frequenta os cultos da instituição.

A proximidade aparece ainda na circulação dos livros do bispo entre integrantes da família. Em novembro de 2025, ao visitar Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Flávio levou Metanoia: A chave está em sua mente. Em janeiro de 2026, Michelle Bolsonaro levou ao ex-presidente A jornada de meninos a homens.

O conteúdo do livro

Em A Bomba: A verdade pode ser explosiva, Carvalho dedica capítulos à crítica da devoção mariana. Entre os títulos do índice estão “A Rainha dos Céus”, “O Reavivamento Mariano”, “As Aparições da Rainha dos Céus”, “A Rainha dos Céus no Brasil” e “Derrubando seu trono”.

Em uma das passagens, o bispo escreve: “A lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal.” Em seguida, afirma que “o feriado de 12 de outubro é ilegal” e diz que seria necessário destronar a Rainha no país.

Carvalho também defende que Aparecida deixe de ser reconhecida como Senhora na nação e convoca cristãos a pressionarem representantes da Câmara e do Senado para que o Brasil deixe de ter a santa como padroeira.

A crítica se estende a outras devoções marianas. O autor afirma que Aparecida, Lourdes e Fátima não correspondem a Maria e associa essas devoções a antigas divindades pagãs. Também sustenta que Maria não é mediadora, intercessora ou senhora.

Relação com o governo

A proximidade de Carvalho com o grupo político de Jair Bolsonaro também foi pública. Em setembro de 2021, ele participou de um grupo de lideranças evangélicas recebido no Palácio do Planalto para tratar da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal. Em encontro de Bolsonaro com pastores, no ano seguinte, disse esperar que os brasileiros reconhecessem o ex-presidente como “resposta às orações da igreja”.

Em dezembro de 2021, Carvalho recebeu a Ordem de Rio Branco em cerimônia do governo federal. Criada em 1963, a condecoração distingue pessoas, instituições e personalidades por serviços considerados meritórios ao país.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5