Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Caiado cobra investigação sobre Banco Master e critica permanência de Moraes no STF

Candidato do PSD defendeu transparência nas apurações, criticou ministros do Supremo e apresentou propostas para saúde, segurança e economia.

Caiado critica novas revelações do caso Master
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a abertura de investigações sobre as denúncias relacionadas ao Banco Master e afirmou que Alexandre de Moraes não deveria continuar no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações ocorreram após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, que expôs mensagens entre Daniel Vorcaro, fundador do banco, e Moraes.

Nas redes sociais, Caiado disse que Moraes não tinha condições de permanecer na Suprema Corte e pediu que Mendonça mantivesse a apuração. Mais tarde, porém, foi divulgado que o próprio Mendonça havia se encontrado secretamente com Vorcaro em março de 2025.

Em uma visita ao Mercado Municipal de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, Caiado também criticou Flávio Bolsonaro. Para o candidato, o político não poderia tratar o caso como página virada enquanto novas informações surgissem.

Propostas apresentadas pelo candidato

Durante a agenda, Caiado falou sobre segurança pública, juros, aposentadoria e apoio a pequenos produtores rurais. Ele afirmou que pretende direcionar crédito conforme a produção e as necessidades de cada região. Também defendeu a compra de alimentos para escolas, asilos e outras instituições por meio do PAA.

Na área da saúde, após visitar a Santa Casa da Misericórdia de São Paulo, o candidato apresentou o programa Agiliza SUS. A proposta prevê a contratação de serviços de Santas Casas e hospitais particulares para reduzir as filas de cirurgias eletivas do SUS.

Caiado se posicionou contra a obrigatoriedade de câmeras corporais em operações policiais. Segundo ele, agentes precisam ter liberdade de ação em situações de confronto. O candidato afirmou que eventuais abusos devem ser investigados por uma corregedoria técnica e independente e que, se houver responsabilidade individual, o agente deve ser punido sem que o caso seja estendido a toda a polícia.

Ele também rejeitou a extinção da escala 6x1, mas disse apoiar a escala 5x2 caso a mudança seja discutida considerando os diferentes setores da economia. Sobre o STF, defendeu idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros.

Investigações e cenário eleitoral

Em outra sabatina, Caiado defendeu que a Polícia Federal e o STF divulguem informações sobre a suposta negociação de propina mencionada por Vorcaro, envolvendo Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice em sua chapa. Kassab e Tarcísio de Freitas negaram publicamente as acusações. Caiado afirmou que as negativas não encerram a necessidade de esclarecimentos e defendeu a quebra do sigilo para que os eleitores conheçam os fatos.

As pesquisas Quaest e PoderData registraram Caiado com 1% e 2% das intenções de voto no primeiro turno, respectivamente. Nos cenários de segundo turno contra o presidente Lula, o candidato do PSD foi derrotado nas duas simulações.

Caiado anunciou ainda Ratinho Júnior, governador do Paraná, como futuro ministro da Infraestrutura. Já Roberto Brant, coordenador do programa de governo e porta-voz econômico, afirmou que a equipe pretende travar temporariamente, por dois ou três anos, aposentadorias, pensões, benefícios do INSS, transferências de renda e programas sociais como parte de um ajuste fiscal. A declaração contrasta com a afirmação de Caiado de que não pretende alterar os valores da aposentadoria e da Previdência Social.

Brant também disse que programas de crédito subsidiado serão cortados para determinadas categorias, sem especificar quais, e afirmou que a equipe ainda não tem uma posição definitiva sobre uma nova reforma da Previdência. O assessor declarou que o salário mínimo continuará tendo aumento acima da inflação.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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