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China amplia peso econômico e tecnológico nas relações com o Brasil

País asiático combina crescimento, investimentos, transição energética e expansão comercial, enquanto mantém desafios sociais e ambientais.

China amplia peso econômico e tecnológico nas relações com o Brasil

A China ocupa posição central na economia brasileira. O país é apontado como o maior parceiro comercial e econômico do Brasil, com superávit crescente para os brasileiros: somente em 2025, o saldo chegou a R$ 68 bilhões.

O Brasil vende principalmente soja, minério de ferro, petróleo bruto e carnes. Em troca, compra produtos industrializados, como derivados de petróleo, itens químicos e fertilizantes. A China também tem no Brasil seu principal parceiro econômico, com investimentos especialmente em energia, infraestrutura e veículos elétricos.

Dimensões e organização territorial

Com 9,6 milhões de km², a China é apenas 11,62% maior que o Brasil, que tem 8,6 milhões de km². O território inclui 8 desertos, que somam 540 mil km², e 4 grandes áreas arenosas, com 122 mil km².

O país é formado por 22 províncias, 5 regiões autônomas e 2 regiões administrativas especiais. Guangxi, Mongólia Interior, Ningxia, Tibete e Xinjiang são regiões autônomas associadas à presença de minorias étnicas e têm maior poder legislativo e de governo.

Hong Kong e Macau são as regiões administrativas especiais. Hong Kong retornou do Reino Unido em 1997, e Macau, de Portugal, em 1999. As duas mantêm executivo, legislativo e judiciário independentes, moedas próprias, controle de imigração, emissão de passaportes e leis locais. O modelo permite a coexistência do socialismo chinês com o capitalismo dessas regiões.

A população chinesa é estimada em 1,405 bilhões de pessoas, com 68% vivendo em áreas urbanas e 23% acima dos 60 anos. O país registrou redução populacional nos últimos 4 anos; somente em 2025, a queda foi de 3,39 milhão de pessoas. A política do filho único, adotada em 1980, foi flexibilizada em 2015 para até três filhos.

Desenvolvimento e desafios sociais

Desde a década de 1970, a China combinou o comunismo maoista com uma economia de mercado mais dinâmica. Entre os anos 2000 e 2010, cresceu a taxas anuais de 2 dígitos e se consolidou como potência comercial.

A partir de 2010, passou a priorizar um crescimento mais moderado, o controle do endividamento, a reestruturação imobiliária, o mercado interno e a qualidade de vida. Em 2021, anunciou o fim oficial da pobreza extrema, depois de retirar 800 milhões de pessoas da miséria em 4 décadas, com investimentos em educação, saúde, infraestrutura, energia e saneamento.

Ainda assim, cerca de 600 milhões de pessoas têm renda considerada baixa, de 150 dólares, e recebem apoio governamental, especialmente para alimentação. O piso salarial varia conforme o custo de vida regional, entre 300 e 420 dólares. O meio rural continua concentrando os menores ganhos, enquanto parte dos jovens busca trabalhos mais qualificados.

Na educação, 75% dos concluintes do segundo grau no meio urbano conseguem ingressar em universidades, contra 50% no meio rural. O acesso ocorre pelo Gaokao, conhecido como “Enem da China”. As melhores notas permitem o ingresso em faculdades melhores, e o exercício de cargos públicos exige formação nas chamadas faculdades de elite.

Energia e recuperação ambiental

A China continua sendo o maior emissor de gases de efeito estufa, principalmente porque 49% da eletricidade é gerada com carvão mineral. Ao mesmo tempo, lidera a produção de fontes alternativas de energia e ações de recuperação da natureza.

Medidas intensificadas em 2013 incluem a proibição de novas usinas a carvão vegetal em metrópoles, o fechamento de indústrias obsoletas e a substituição do aquecimento residencial a carvão por gás natural ou eletricidade. Governantes locais passaram a ser avaliados também pelo cumprimento de metas ecológicas, e indústrias poluentes ficaram sujeitas a multas diárias e cumulativas e à possibilidade de prisão de dirigentes.

O país é o maior produtor e exportador de veículos elétricos e lidera a produção de energia eólica e fotovoltaica. Também demarcou 25% do território nacional como reserva ecológica.

Na Grande Muralha Verde, cinturões de vegetação são criados nos desertos de Taklamakan e Gobi. Mais de 65 bilhões de árvores já foram plantadas, com ações de fixação da areia e aumento da arborização nos grandes centros. A meta anunciada é alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060.

A Ilha de Taiwan, ligada à produção de semicondutores e chips, considera-se independente, mas é tratada pela China como uma província rebelde. A situação permanece sem solução.

Para o Brasil, a proposta é ampliar parcerias soberanas com a China e outras nações, incluindo os Estados Unidos, apontado como o segundo parceiro comercial brasileiro. Entre as possibilidades citadas estão projetos de transição energética, infraestrutura, terras raras e metais estratégicos.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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