Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Crosta de insetos pode reduzir geração de turbinas eólicas

Resíduos acumulados nas pás alteram o fluxo de ar e podem diminuir a produção de eletricidade quando o vento volta a ficar forte.

Resíduos de insetos acumulados nas pás de turbinas eólicas podem reduzir a geração de eletricidade em até vinte e cinco por cento, mesmo sem sinais visíveis de falha mecânica. A camada se forma durante períodos de calor e ventos suaves, quando a atividade desses animais aumenta nas proximidades dos parques.

As colisões acontecem principalmente na borda dianteira das pás. Com o tempo, os resíduos biológicos aderem à superfície e criam uma camada áspera. Vista do solo, a turbina pode parecer limpa, mas a rugosidade altera o comportamento aerodinâmico previsto no projeto.

O efeito aparece com a volta do vento forte

Durante os períodos de vento fraco, a perda de potência pode não ser percebida imediatamente pelos sensores. A crosta continua endurecendo até que rajadas mais intensas voltem a movimentar o rotor. Nesse momento, a superfície irregular perturba o fluxo de ar e antecipa a separação da camada limite, reduzindo a sustentação da pá.

A turbulência também diminui a conversão da energia cinética do vento em eletricidade. Como consequência, turbinas instaladas próximas umas das outras podem apresentar desempenhos diferentes. Em condições severas, a queda média chega a vinte e cinco por cento da produção, sem defeitos nos componentes internos.

Entre os efeitos associados ao acúmulo estão a perda antecipada de sustentação ao longo da pá, o aumento do arrasto superficial e a redução da velocidade de rotação sob ventos fortes.

Limpeza e monitoramento

A remoção especializada dos depósitos recupera a suavidade da superfície e pode restabelecer a potência nominal das turbinas. Chuvas ocasionais ajudam no processo, enquanto ferramentas automatizadas e revestimentos especiais são usados para dificultar a aderência de detritos.

Escovas robóticas podem reduzir o tempo de inatividade da estrutura. As medidas recomendadas incluem a higienização periódica da borda frontal, a aplicação de revestimentos repelentes e o acompanhamento constante de perdas de desempenho depois de períodos secos e calmos.

A manutenção preventiva evita que a contaminação superficial gere perdas financeiras graduais a cada ciclo de ventos fortes. A limpeza das bordas contribui para o aproveitamento das correntes de ar e para a estabilidade do faturamento dos parques.

O tema também é apresentado em um vídeo do canal Aerones, no YouTube, que aborda os efeitos do acúmulo biológico sobre as turbinas eólicas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5