Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cuba contesta imagem de Trump enquanto bloqueio gera custo recorde à ilha

Miguel Díaz-Canel reagiu a um mapa publicado por Donald Trump e citou a defesa da soberania cubana.

Cuba contesta imagem de Trump enquanto bloqueio gera custo recorde à ilha

O bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba custou US$ 8,083 bilhões à ilha entre 1º de março de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, segundo relatório apresentado pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, à Organização das Nações Unidas. O valor é 7% maior que o registrado no período anterior e representa a maior cifra já registrada.

O documento foi divulgado na segunda-feira (7), um dia antes de Miguel Díaz-Canel responder a uma publicação de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos compartilhou um mapa produzido com inteligência artificial no qual as cores da bandeira americana aparecem sobre o México, o Caribe, o Canadá, a Groenlândia e a Islândia.

Díaz-Canel afirmou, nesta terça-feira (8), que Cuba não aceitará voltar à condição colonial. “Cuba, que conhece bem o significado de ter sido colônia e neocolônia de dois impérios, tem claro que jamais voltará a ser colônia de nenhum deles”, escreveu o presidente cubano nas redes sociais.

Na mesma publicação, o mandatário declarou que o sangue derramado pela independência, soberania e autodeterminação do país não terá sido em vão e que esses princípios serão defendidos até as últimas consequências.

As declarações ocorreram em meio a falas reiteradas de funcionários do governo Trump sobre possíveis ações militares contra Cuba. Desde o fim de janeiro, os Estados Unidos mantêm contra a ilha uma política descrita como guerra econômica, com estrangulamento energético e perseguição a empresas não estadunidenses que mantêm negócios com o Estado cubano.

A imagem também provocou reações de outros governos. A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, declarou que o México não é nem será colônia ou protetorado de outro país e afirmou que o país é livre, independente e soberano.

Na Islândia, a chanceler Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir convocou o embaixador americano para protestar. A primeira-ministra Kristrún Frostadóttir classificou a publicação como um insulto à soberania dos países envolvidos. Na Dinamarca, Mette Frederiksen e Lars Lokke Rasmussen disseram que a imagem era inquietante e inapropriada e reiteraram que a Groenlândia não está à venda.

A publicação se soma a outras iniciativas de Trump. Nas primeiras horas do segundo mandato, ele assinou a Ordem Executiva 14172, que orientou agências federais a usar o nome “Golfo da América” para o Golfo do México dentro da jurisdição continental americana. Em agosto passado, também afirmou que renomearia o Lago Ontário como “Lago América”, provocando protestos de Mark Carney e Doug Ford.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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