A China defendeu uma solução política para a questão nuclear do Irã e pediu o fim da ameaça de uso da força contra Cuba pelos Estados Unidos. As posições foram apresentadas pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, durante discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em 26 de setembro de 2026.
Ao tratar de Cuba, Han pediu que Washington abandone a ameaça de intervenção militar e suspenda o bloqueio e as sanções contra a ilha. O dirigente solicitou que os Estados Unidos “levantem imediata e completamente” essas medidas.
Sobre o Irã, a China afirmou que qualquer encaminhamento deve respeitar a soberania, a segurança e a integridade territorial do país. Han defendeu que a questão nuclear seja resolvida por meios políticos, sem substituir o diálogo por ameaças.
Defesa do multilateralismo
O discurso também apresentou a avaliação chinesa de que a Organização das Nações Unidas deve exercer um papel mais forte diante dos desafios globais. Han pediu aos países que preservem o multilateralismo e solucionem disputas por meio do diálogo.
A fala incluiu ainda a defesa de uma representação maior dos países em desenvolvimento nos mecanismos de governança global. O vice-presidente reafirmou o apoio da China à cooperação entre as nações do Sul Global.
A posição foi apresentada em um momento de contatos entre Pequim e Washington sobre outros temas. Em 24 de setembro, o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordaram em prorrogar a trégua comercial bilateral até 10 de janeiro de 2027. As equipes econômicas dos dois países também chegaram a um novo arranjo conjunto.
Na ocasião, Xi defendeu que a ideia de “estabilidade estratégica” seja convertida em ações com a cooperação como pilar, competição moderada e diferenças administráveis. Ele também mencionou igualdade, respeito mútuo e benefício mútuo, além de pedir que Washington se oponha à “independência de Taiwan” e apoiar a cooperação em inteligência artificial.
Os dois líderes discutiram ainda o Oriente Médio, a Ucrânia e a Península Coreana e reafirmaram o apoio às cúpulas da APEC e do G20 de 2026.








