Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Dino reúne investigações sobre emendas, contratos e grupo ligado a Mário Frias

Ministro levantou o sigilo de documentos que citam possíveis irregularidades e uma linha investigativa sobre vínculos com o PCC.

Dark Horse: Dino levanta sigilo de investigação que cita Mário Frias, aponta indícios de irregularidades e menciona possível elo com PCC

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou neste domingo (13) o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo e reuniu sob sua relatoria investigações sobre um suposto desvio de recursos públicos. O caso envolve emendas parlamentares federais, contratos ligados à Prefeitura de São Paulo e pessoas relacionadas ao deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A decisão menciona indícios de conexão entre os inquéritos e uma hipótese de organização criminosa voltada à captação, circulação e ocultação de recursos públicos. Os autos também registram uma linha investigativa sobre possíveis vínculos do grupo com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na quinta-feira (10), Frias afirmou que a operação da Polícia Federal, que fez buscas em sua residência, era uma “cortina de fumaça”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado negou irregularidades, disse que colaboraria com a investigação e entregaria os documentos necessários. Também afirmou acreditar no arquivamento do caso.

Fluxo de recursos sob análise

Segundo a representação da Polícia Federal reproduzida no despacho, a Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), recebeu transferências de Frias e repassou recursos ao próprio instituto. A empresa também transferiu valores para a Academia Nacional de Cultura (ANC).

O ICB recebeu recursos de emendas parlamentares e é presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também preside a ANC. Para os investigadores, a circulação de valores entre o deputado, a empresa e as duas organizações sugere um “circuito financeiro fechado”.

A PF também apontou possível confusão patrimonial entre o ICB, empresas contratadas e pessoas ligadas ao grupo. Entre os elementos citados estão vínculos societários cruzados, proximidade entre sócios e administradores, faturamento declarado incompatível com os valores movimentados e devoluções sucessivas sem justificativa econômica aparente.

Hipótese de organização criminosa

Outro ponto analisado envolve transferências feitas por Frias à Go Up Entertainment, empresa ligada a Karina Ferreira da Gama. Conforme os investigadores, os valores seriam incompatíveis com a renda declarada pelo deputado e com os créditos identificados em suas contas bancárias.

Para a Polícia Federal, esse conjunto de informações pode indicar que Frias não teria atuado apenas como autor de emendas posteriormente desviadas por terceiros. As movimentações são investigadas como possível participação ativa na engrenagem financeira, ao lado de pessoas e empresas relacionadas ao mesmo núcleo.

A representação sustenta que as apurações sobre o desvio de recursos de emendas e as movimentações de pessoas e empresas ligadas ao grupo fazem parte de um único esquema. Os valores analisados incluem recursos repassados ao ICB em razão de contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo, investigado pela polícia judiciária estadual.

Os fatos ainda estão sob investigação. No despacho, Dino afirmou que os documentos reforçam a hipótese de um esquema envolvendo emendas parlamentares federais e contratos da Prefeitura de São Paulo, além da linha investigativa que menciona possíveis vínculos com o PCC.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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