A doença hepática em cães pode começar com sinais discretos, facilmente confundidos com um mal-estar passageiro. Observar mudanças no comportamento, na alimentação e na rotina do animal ajuda a buscar atendimento antes que o quadro avance.
O fígado participa da filtragem de toxinas, da digestão e do processamento de nutrientes. A doença pode surgir ao longo da vida ou ser congênita, quando o filhote já nasce com o problema. Nessa fase, o tratamento exige atenção especial: o órgão doente precisa de uma alimentação que não o sobrecarregue, enquanto o corpo em crescimento depende de nutrientes, principalmente proteína.
Sinais que merecem atenção
Flávio Lopes, médico-veterinário especialista em nutrição e Gerente de Relacionamento Científico da PremieRpet, cita a apatia prolongada, com perda da vontade de brincar; a redução do apetite e do peso; o aumento da sede e do volume de urina; além de vômitos ou diarreia frequentes.
A icterícia, identificada pela coloração amarelada nas gengivas, na pele ou na parte branca dos olhos, é descrita como um sinal de alerta máximo de comprometimento severo do fígado.
O diagnóstico é feito com exames de sangue e ultrassom. O órgão tem grande capacidade de regeneração quando recebe tratamento a tempo.
Alimentação no tratamento
A mudança na alimentação é apontada como a principal ferramenta de tratamento. Para os filhotes, o desafio está em equilibrar a proteção do fígado com a oferta de proteína necessária ao crescimento.
“O fígado doente perde parte da sua capacidade de processar toxinas”, explica Flávio Lopes. Segundo o veterinário, restringir proteína demais pode retirar do filhote os nutrientes necessários ao desenvolvimento.
Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma fórmula apresentada e validada no congresso mundial de nutrição pet da ESVCN (European Society of Veterinary and Comparative Nutrition), na Itália. Em uma avaliação de 60 dias, cães com doença hepática apresentaram menos sinais de confusão mental e desorientação associados ao acúmulo de toxinas.
Os exames também indicaram melhora no processamento das proteínas. Filhotes e adultos ganharam peso durante o estudo. A fórmula usa proteína hidrolisada, que é dividida em partículas menores, além de antioxidantes naturais e controle de metais.
O alimento PremieR Nutrição Clínica Hepato Cães, para adultos e filhotes, é indicado para o tratamento a partir de 14 semanas de vida e deve ser usado sob prescrição veterinária. Ao notar mudanças no comportamento ou na rotina do cão, o tutor deve procurar um médico-veterinário.







