KIEV — Um drone atingiu o prédio central do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), em Kiev, e deixou nove pessoas feridas, quatro delas hospitalizadas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o ataque russo tinha como alvo o escritório do chefe interino do órgão, Oleksandr Poklad, que não ficou ferido.
O ataque ocorreu na Rua Volodymyrska, em frente à Catedral de Santa Sofia. Equipes de emergência foram enviadas ao local, segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, classificou a ação como uma grave escalada. Ele afirmou que o ataque aconteceu durante novos esforços de paz e que o sítio arqueológico da Catedral de Santa Sofia, reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, também está sob ameaça.
O Ministério da Defesa da Rússia não havia se pronunciado sobre o ataque. Em comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira (4), a pasta relatou ações contra o centro logístico da empresa EKO-Avtotekhniks, na região de Kiev, os portos de Yuzhny e Chornomorsk, na região de Odessa, e uma subestação elétrica em Myrne.
SBU promete reconstrução
O serviço de imprensa do SBU informou que o prédio danificado será restaurado e declarou que a Rússia receberá uma resposta aos ataques contra a Ucrânia. O órgão também afirmou que o drone tinha como alvo específico o escritório de Poklad, mas não atingiu o chefe do serviço.
O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. No começo da semana, Zelensky ameaçou bloquear o espaço aéreo russo com a intensificação dos ataques de drones e disse que a área estava se tornando insegura.
A chancelaria russa afirmou ter enviado um apelo urgente ao secretário-geral da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Moscou pediu que a entidade condene o que classificou como interferência ilegal de Kiev na aviação civil e ameaças diretas à segurança aérea.
Em coletiva de imprensa em 1º de setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, chamou as ameaças de Zelensky de declaração de terrorismo de Estado e classificou as declarações como um ato de desespero.







