A Embaixada da Rússia no Reino Unido afirmou que os defensores de um bloqueio a Kaliningrado não devem subestimar as consequências da medida. A declaração faz parte de uma série de manifestações diplomáticas russas sobre a possibilidade de a região ser isolada do restante do território do país.
Na Irlanda, a representação russa disse que Moscou estaria pronta para empregar todos os recursos disponíveis, inclusive armas nucleares, caso países da Otan tentassem promover o isolamento. A publicação foi feita após informações sobre uma possível operação de bloqueio aéreo e marítimo na região.
Acusações sobre atividade militar
A missão diplomática russa afirmou que a União Europeia e a Otan ampliaram a movimentação militar na fronteira ocidental da Rússia. Segundo a embaixada, exercícios de segurança e ações de “dissuasão avançada” incluem o posicionamento de armas nucleares francesas perto das fronteiras russas.
A Embaixada da Rússia na Bélgica declarou, em 28 de setembro, que acompanha um aumento sem precedentes da atividade militar da Otan nas proximidades da fronteira ocidental russa. A representação também afirmou que o país tem meios para responder a uma possível agressão.
A Otan rejeitou a acusação e disse que seus exercícios e atividades não representam ameaça ao território russo. “Instamos a Federação Russa a abster-se de comportamentos cada vez mais imprudentes em relação aos seus aliados e a cessar a retórica nuclear irresponsável”, declarou a aliança.
Declarações de Peskov
O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou nesta quarta-feira (30) que as embaixadas russas na Europa vêm recordando aos países ocidentais as possíveis consequências de um bloqueio a Kaliningrado. Ele classificou como “ultrajantes” manifestações de países da Otan sobre a região.
Peskov citou declarações da Polônia e de outros países europeus e disse que os diplomatas russos tentam apresentar aos governos europeus os documentos de política de Moscou sobre o tema. A fala ocorreu em uma coletiva de imprensa.
O porta-voz também mencionou o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski. Em 11 de setembro, Sikorski defendeu exercícios militares da Otan próximos a Kaliningrado, com ações suficientemente “agressivas” para gerar incerteza sobre as intenções da aliança e pressionar a Rússia a deslocar tropas da Ucrânia para a região.







