A criação das cisternas e a mobilização social para transformar ações de convivência em políticas públicas são pontos centrais do minidocumentário lançado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Com 10 minutos, a produção passou de 13 mil visualizações nos cinco primeiros dias e está disponível no canal da entidade no YouTube.
O filme foi lançado às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026 e combina imagens de arquivo, algumas feitas na década de 1970, com registros atuais. A narrativa mostra mudanças na vida das famílias do Semiárido, que antes enfrentavam a falta de água e tinham as frentes de emergência entre as poucas alternativas de sobrevivência.
A história é conduzida pelo reencontro de dois primos. Um deles permaneceu na região; o outro saiu ainda jovem. A conversa entre os dois introduz as condições que, ao longo do tempo, levaram milhares de pessoas a migrar e apresenta experiências de produção de alimentos, armazenamento de água e permanência no território.
Da emergência às políticas públicas
Entre os marcos destacados está o surgimento das cisternas e a incorporação dessa iniciativa ao Programa Cisternas. A produção também aborda a participação das mulheres nessa trajetória e traz um rap-repente composto especialmente pela artista pernambucana Jéssica Caitano.
A direção é de Uilma Queiroz, e a narração, de Odília Nunes. As duas e Jéssica Caitano são artistas do Sertão pernambucano. Segundo Uilma, a escolha de formar uma equipe majoritariamente composta por profissionais do Semiárido foi feita desde o convite para o projeto. “Fazer esse minidocumentário só foi possível por causa de uma equipe incrível”, afirma.
Para Cícero Félix, diretor executivo da ASA, relembrar esse percurso evidencia a importância da mobilização social para a criação e o financiamento de políticas públicas. “Isso só foi possível porque somos capazes de incidir nas políticas públicas, e a partir disso garantir orçamento público”, explica.
A entidade pretende que o vídeo também alcance pessoas que migraram do Semiárido para outras regiões do país. O lançamento integra as ações da ASA para as Eleições 2026, junto da Carta Política da ASA para as Eleições 2026 e da campanha Voto pela Convivência com o Semiárido.
As iniciativas defendem a reeleição do presidente Lula (PT) e a continuidade de políticas de convivência associadas pela entidade aos governos do PT. Uilma afirma que o resgate histórico busca mostrar a jovens a importância atribuída aos governos Lula e Dilma e enfrentar narrativas de criminalização da esquerda no Brasil e no mundo.







