A Caixa Econômica Federal iniciou uma greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). No Banco do Brasil, a paralisação ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram a proposta apresentada à categoria.
A mobilização acontece enquanto Caixa e representantes dos empregados retomam as negociações sobre o acordo específico da instituição. Uma nova rodada foi marcada para esta quinta-feira (10), mas as entidades sindicais orientam a manutenção da greve até que possíveis avanços sejam levados novamente às assembleias.
Reivindicações na Caixa
Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Os trabalhadores também pedem mudanças em outros itens negociados desde junho. Entre os temas estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), voltada à segurança e à saúde no ambiente profissional, o combate a metas consideradas abusivas e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis.
Em nota, a Caixa declarou que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados” e que voltou às negociações para tentar construir um entendimento entre as partes.
Adesão no Banco do Brasil
No BB, cerca de 60 entidades rejeitaram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis estão entre as localidades que não aprovaram o documento. Outras bases aceitaram a convenção, que já foi assinada.
O Banco do Brasil participa da mesa geral de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e mantém uma discussão específica com as entidades sindicais sobre assuntos próprios dos funcionários. O banco afirmou que, para a data-base de 2026, várias rodadas resultaram na proposta aprovada em diversas assembleias.
Regras do acordo nacional
A nova CCT foi assinada na quarta-feira (9) pela Fenaban e por entidades sindicais, após as negociações entre bancos e representantes dos trabalhadores. O documento vale até 31 de agosto de 2028 e alcança cerca de 414 mil bancários em aproximadamente 3,6 mil municípios. Participam 171 bancos e 245 entidades sindicais.
O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. Os reajustes também se aplicam a salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá.
A convenção inclui medidas sobre saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do expediente, transparência e limites para o monitoramento digital. Também cria um programa de qualificação e recolocação profissional e melhora a indenização para trabalhadores de bancos privados demitidos por causa do fechamento de agências.
Serviços disponíveis
Caixa e Banco do Brasil orientam os clientes a priorizar aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento durante a paralisação.
Na Caixa, continuam disponíveis o WhatsApp Caixa, o Caixa Tem, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui. Os telefones são 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.
No Banco do Brasil, permanecem ativos o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, a Central de Relacionamento e o WhatsApp. Os números informados são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.
A paralisação das agências não interrompe automaticamente o pagamento de benefícios. Serviços disponíveis nos canais digitais e eletrônicos continuam acessíveis, enquanto atendimentos que dependem de uma agência podem ser afetados pela adesão dos funcionários.







