Movimentos populares e sindicais vão realizar, em João Pessoa, uma caminhada do Grito dos Excluídos no 7 de setembro. A concentração está prevista para as 9h, no Parque Solon de Lucena, no Centro, e o ato deve começar às 10h, durante o desfile oficial da Semana da Pátria.
A mobilização chega à 32ª edição com reivindicações sociais e trabalhistas. Em João Pessoa, os participantes devem sair da região da Lagoa e seguir pela Avenida Duarte da Silveira. O coordenador do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) na Paraíba, Gleyson Melo, disse que o evento será uma forma de dar visibilidade a grupos que considera esquecidos.
Entre as bandeiras está o fim da escala 6×1. Melo também citou descanso, tempo livre, melhores condições de vida nas periferias, moradia, terra para trabalhar, renda e dignidade. A pauta inclui ainda a defesa de políticas de segurança baseadas na cultura da paz e demandas das mulheres, apontadas por ele como as mais afetadas pela violência.
Atos previstos na Paraíba
Além da capital, o Grito dos Excluídos e Excluídas terá mobilizações em outras cidades paraibanas. Em Patos, o ato está marcado para 5 de setembro, a partir das 7h, na Praça Cícero Sulpino, conhecida como Praça do Guedes, no Centro.
Em Campina Grande, a previsão é de início às 9h, com concentração na região da Praça Clementino Procópio ou no entorno do Açude Velho. Na capital, a organização também informou que os participantes se reunirão no início da Avenida Getúlio Vargas.
Tony Sérgio, secretário-geral do Sindicato dos Correios da Paraíba (SINTECT-Pb), afirmou que a manifestação deve reunir trabalhadores, movimentos urbanos e rurais em defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais. “Estaremos com as nossas reivindicações na rua, colocando a nossa posição em defesa da soberania, defesa dos trabalhadores, da democracia e do povo brasileiro”, disse.
O coordenador da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), Tião Santos, informou que movimentos sociais e sindicalistas participaram de uma reunião para organizar o ato e convocar a militância.
Origem do movimento
O Grito dos Excluídos surgiu em 1995, inspirado pela 2ª Semana Social Brasileira e pela Campanha da Fraternidade. Desde a primeira edição, realizada em 170 localidades, o movimento escolhe o 7 de setembro como contraponto ao desfile oficial. O lema permanente é “Vida em Primeiro Lugar”.
Em 2026, a organização prevê atividades entre 1 e 12 de setembro, com maior concentração durante a Semana da Pátria. O lema definido para este ano é “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
A Comissão Pastoral da Terra relaciona a programação a temas como feminicídio, déficit habitacional, conflitos no campo e soberania. A entidade afirma que a mobilização deve dar espaço às reivindicações de comunidades e movimentos populares.








