Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Caso Master expõe disputa sobre critérios e transparência nas investigações

A apuração reúne suspeitas sobre relações políticas e financeiras e levanta questionamentos sobre o tratamento dado aos investigados.

Caso Master expõe disputa sobre critérios e transparência nas investigações

O caso envolvendo o Banco Master passou a levantar questionamentos sobre a igualdade de tratamento nas investigações conduzidas por instituições brasileiras. As suspeitas alcançam políticos, empresários e integrantes do Judiciário ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, além de contratos públicos, reuniões e movimentações financeiras que ainda precisam ser esclarecidos.

André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator de parte das apurações, retirou o sigilo de informações relacionadas a Alexandre de Moraes. O texto também aponta que relatórios da Polícia Federal teriam identificado diferenças no encaminhamento de suspeitas envolvendo Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e ACM Neto. A PF teria questionado uma possível interferência do relator, enquanto a Procuradoria-Geral da República contestou procedimentos adotados por Mendonça.

Outro ponto envolve o Instituto Iter, fundado por Mendonça. Segundo levantamento citado no artigo, a entidade recebeu R$ 8,2 milhões em recursos públicos por meio de 52 contratos sem licitação em pouco mais de dois anos. O instituto afirma que as contratações seguiram a legislação, e o ministro declarou não ter recebido lucros. Mendonça também recebeu Vorcaro na sede da organização, em março de 2025, em uma reunião que não aparecia na agenda oficial. Ele afirmou que o encontro tratou de precatórios.

Diferentes critérios

A apuração sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é apresentada como exemplo de possível diferença de tratamento. Ele é investigado por suspeitas de tráfico de influência, embora não tenha sido demonstrado que os contratos pretendidos tenham sido assinados ou que recursos públicos tenham sido liberados por causa de sua atuação. A defesa nega irregularidades.

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não interferiria no trabalho da Polícia Federal e que qualquer pessoa responsável por ilegalidade deveria responder como os demais cidadãos. Também defendeu que todos os envolvidos no caso Master fossem investigados.

As suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse também aparecem no debate. Áudios e mensagens mostram Flávio Bolsonaro cobrando Vorcaro por pagamentos destinados ao projeto. Os valores mencionados chegam a cerca de R$ 61 milhões, com negociações que poderiam alcançar aproximadamente R$ 134 milhões. O senador primeiro negou a relação e depois admitiu ter mentido. A produtora, Flávio Bolsonaro e Mário Frias apresentaram versões diferentes sobre o projeto.

Relações políticas

A Polícia Federal investiga se Ciro Nogueira recebeu ao menos R$ 6 milhões em pagamentos mensais entre 2024 e 2025 e se atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso. Ele deve ter direito à defesa.

Fábio Faria aparece em mensagens como interlocutor de Vorcaro com autoridades de Brasília. Nikolas Ferreira admitiu contatos com o banqueiro e o uso de uma aeronave, mas negou ter recebido dinheiro ou cometido irregularidades. Mensagens também mencionam voos usados por ele na campanha de 2022.

Uma proposta de delação atribuiu doações de R$ 5 milhões para as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas a uma suposta contrapartida ligada ao Credcesta, com intermediação de Gilberto Kassab. A PF e a PGR rejeitaram versões da proposta por falta de elementos novos e comprovação. Kassab e Tarcísio negam as acusações.

O conjunto de informações, portanto, reúne investigações, versões conflitantes, negativas e alegações ainda não comprovadas. A defesa do devido processo legal exige que suspeitas não sejam tratadas como condenações e que a transparência não seja aplicada apenas a adversários políticos. O caso deve esclarecer as relações de Vorcaro, rastrear os fluxos financeiros e responsabilizar, após a apuração, quem tiver cometido crimes.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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