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Inseto brasileiro reduz avanço do araçá invasor em florestas do Havaí

Aplicado com drones, o controle biológico alcançou 63% das árvores em um ano, contra 38% no método manual.

Inseto brasileiro reduz avanço do araçá invasor em florestas do Havaí

Um pequeno inseto originário do Brasil está sendo usado para enfraquecer o araçá nas florestas havaianas. A aplicação das colônias, feita com drones em áreas de difícil acesso, reduziu o tempo de tratamento e aumentou a proporção de árvores colonizadas após um ano.

O alvo é o Psidium cattleianum, conhecido em inglês como strawberry guava. A planta foi levada do Brasil para o Havaí em 1825 para produzir frutos e ampliar as opções de alimento. Com a adaptação ao clima local, porém, passou a se espalhar rapidamente, ocupar grandes áreas e dificultar a sobrevivência de espécies nativas.

Um controle biológico específico

O organismo escolhido foi o Tectococcus ovatus, inseto formador de galhas altamente especializado no araçá. Ele se alimenta da planta e provoca pequenas estruturas nas folhas, o que enfraquece seu crescimento. O uso no Havaí foi aprovado em 2012, depois de avaliações sobre sua especificidade.

A estratégia não busca eliminar imediatamente todas as árvores. A expectativa é reduzir o vigor da espécie e sua capacidade de dominar a vegetação ao longo do tempo. Os frutos consumidos por animais contribuem para a dispersão das sementes, enquanto a formação de populações densas amplia a ocupação das florestas.

A escala da invasão dificulta o trabalho no solo. O araçá já ocupa centenas de milhares de hectares, incluindo floresta densa, encostas e regiões praticamente inacessíveis às equipes. No método tradicional, pequenas unidades com colônias do inseto são levadas a pé e presas às árvores.

Drones aceleram a aplicação

Na Reserva Florestal de Ola’a, os pesquisadores testaram drones para transportar e soltar as unidades diretamente sobre as copas. O experimento envolveu 129 árvores. Cada aplicação levou 2,8 minutos com drone, contra 12 minutos no procedimento manual — uma redução de aproximadamente 77% no tempo.

A colonização também foi maior no grupo tratado pelo ar: 63% das árvores apresentavam o inseto após um ano, ante 38% das que receberam a aplicação manual.

Insetos avançam pela floresta

O método pode continuar funcionando depois da primeira instalação. Em uma área onde os insetos foram introduzidos em 2017, 23,1% das árvores fotografadas tinham galhas visíveis em 2021. Em 2024, o índice chegou a 100% das plantas monitoradas no mesmo local.

Depois de se estabelecer em uma árvore, o inseto pode se reproduzir e avançar para plantas próximas. Com isso, diminui a necessidade de repetir a aplicação individualmente em cada árvore. A iniciativa combina tecnologia e controle biológico para enfrentar uma espécie que, dois séculos depois de sua introdução, ocupa áreas extensas das florestas do Havaí.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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