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Araçá-vermelho vira ameaça no Havaí e é combatido com insetos e drones

Introduzida como árvore frutífera, a espécie brasileira passou a dominar áreas de floresta e mobiliza uma estratégia de controle biológico.

Araçá-vermelho vira ameaça no Havaí e é combatido com insetos e drones

Em 1825, o araçá-vermelho, também conhecido como goiaba-morango, foi levado do Brasil para o Havaí como uma árvore frutífera. Fora de seu ambiente original, a espécie encontrou condições favoráveis para crescer e se espalhar. Hoje, a Psidium cattleianum ocupa áreas de floresta, reduz o espaço disponível para plantas nativas e exige uma combinação de controle biológico e tecnologia aérea.

A árvore produz muitos frutos e sementes, que são transportados por animais para novos pontos. Também consegue crescer em diferentes ambientes, formar manchas densas de vegetação e rebrotar com força depois de ser cortada. Sem o mesmo conjunto de organismos que ajuda a limitar sua população no Brasil, avançou sobre trechos antes ocupados por espécies nativas.

Quando vários exemplares crescem próximos, a vegetação fica fechada e diminui a oferta de luz, espaço e outros recursos para as plantas locais. Em alguns pontos, o araçá passou a dominar áreas inteiras e alterou a estrutura da floresta. Formações tomadas pela espécie também podem perder mais água do que florestas compostas por árvores nativas havaianas. Além disso, os frutos podem servir de hospedeiros para determinadas moscas-das-frutas.

Inseto brasileiro no controle da invasão

Uma das ferramentas usadas contra a expansão é o Tectococcus ovatus, pequena cochonilha originária do Brasil e especializada no araçá-vermelho. O inseto provoca galhas nas folhas, estruturas que alteram o desenvolvimento da planta e podem reduzir seu vigor e sua capacidade de expansão.

A técnica é chamada de controle biológico. Em vez de retirar diretamente todas as árvores, a proposta é usar um inimigo natural para diminuir a vantagem da espécie invasora e abrir espaço para a recuperação da vegetação nativa. O objetivo não é eliminar completamente o araçá.

Drones levam o agente até áreas remotas

A aplicação manual enfrenta obstáculos porque muitas áreas ocupadas pela árvore são extensas, íngremes ou difíceis de alcançar. Drones conseguem transportar material com os insetos até árvores selecionadas, sem que as equipes precisem caminhar até cada ponto.

Testes indicaram que os equipamentos permitem chegar rapidamente a locais de acesso complicado, reduzir o tempo de tratamento e deslocar menos equipes. A tecnologia também amplia o número de pontos alcançados e direciona a distribuição do agente de controle biológico.

Em alguns testes, o método tradicional teve uma taxa de estabelecimento maior. Os drones, porém, reduziram fortemente o tempo de aplicação. A combinação das técnicas passou a oferecer uma forma de atuar em áreas extensas.

A trajetória do araçá-vermelho mostra como uma espécie útil em seu ambiente de origem pode causar problemas depois de introduzida em outro local. Duzentos anos após sua chegada ao Havaí, a árvore que foi levada para fornecer frutos passou a ser controlada com um inseto brasileiro e drones, numa tentativa de conter seu avanço sobre as florestas nativas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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