Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Vorcaro diz que doações a Bolsonaro e Tarcísio eram propina

Proposta de delação do banqueiro afirma que os repasses estavam ligados à permanência do Credcesta no governo de São Paulo.

Vorcaro diz que doações a Bolsonaro e Tarcísio eram propina

Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que os R$ 5 milhões doados em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram repassados como propina. O banqueiro está preso por fraude bancária.

As doações foram feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo o relato, os pagamentos integravam uma negociação com Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Tarcísio, para manter no governo de São Paulo o Credcesta, cartão de crédito consignado ligado a uma empresa associada ao Banco Master.

Do total, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro, enquanto R$ 2 milhões foram para a candidatura de Tarcísio ao governo paulista. Na proposta, Vorcaro chamou os valores de “contrapartidas financeiras” de um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”.

As três versões da delação foram recusadas por falta de informação inédita. Em todas elas, aparece o relato sobre pagamentos a políticos bolsonaristas.

O acordo descrito por Vorcaro previa o repasse de 5% do resultado líquido do Credcesta em São Paulo e recursos para campanhas de partidos ligados ao grupo político de Kassab. A proposta também menciona cerca de R$ 10 milhões em dinheiro vivo, que teriam sido entregues por Thiago Botelho, conhecido como Papel, para campanhas do PSD.

Vorcaro disse que as contrapartidas foram cumpridas e que o Credcesta permaneceu ligado ao governo paulista por mais de um ano. O produto é gerenciado pela PKL One Participações e começou a funcionar em São Paulo em 2022.

Tarcísio declarou que nunca teve contato ou relação com Vorcaro e que não conhecia os fatos relatados. Kassab chamou o relato de “absolutamente fantasioso” e afirmou: “Não participei ou recebi nenhuma doação.” Ele também negou ter recebido valores em espécie e disse que as acusações não têm sustentação factual.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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