O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. A unidade de conservação reúne dunas de areia branca, lagoas abastecidas pela chuva e uma faixa costeira que se estende por cerca de oitenta quilômetros no Maranhão.
A área protegida abriga quase noventa mil hectares e forma o maior campo dunar ativo da América do Sul. O território alcança os municípios de Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro, combinando praias, depressões entre as dunas e ambientes de transição ecológica.
Dunas e lagoas formadas pela chuva
Durante o período chuvoso, a água se acumula nas áreas entre as dunas e forma lagoas naturais de água doce. Esses reservatórios podem permanecer por meses, antes de diminuir gradualmente com a evaporação e a ação dos ventos.
As lagoas temporárias e perenes são abastecidas exclusivamente pelas águas das chuvas. A dinâmica modifica o desenho das depressões arenosas ao longo do ano e contribui para a renovação da paisagem do parque.
Diversidade de ambientes
Os Lençóis Maranhenses estão em uma área de encontro entre influências da Amazônia, do Cerrado e da Caatinga. Nesse espaço, convivem manguezais, restingas e dunas móveis, além de espécies que encontram abrigo nas margens das lagoas e em outras áreas do parque.
Entre os elementos naturais protegidos estão os campos de dunas moldados pelos ventos oceânicos, as lagoas formadas pelo regime de chuvas e as faixas de restinga e manguezal, que funcionam como áreas de reprodução para a vida silvestre costeira.
Visitação responsável
O período das chuvas é importante para a formação e a manutenção das lagoas. Para reduzir os impactos sobre o relevo arenoso, a recomendação é priorizar passeios ecológicos guiados e respeitar as regras do parque nacional.
O apoio às comunidades locais e a adoção de práticas de turismo regenerativo também fazem parte da proposta de conservação do patrimônio natural.







