BELO HORIZONTE — A Liga dos Blocos de Rua e de Lutas de Belo Horizonte (Liga BRUTA-BH) apresentou uma agenda com propostas para democracia, direitos, cultura, Carnaval, mineração e mobilidade nas eleições de 2026. O manifesto também registra apoio a Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, Patrus Ananias para o governo de Minas Gerais, Áurea Carolina e Marília Campos para o Senado.
A articulação reúne mais de 70 blocos de rua e de lutas da capital mineira. No documento, a entidade afirma que sua posição foi construída coletivamente, mas não elimina a autonomia política dos blocos e coletivos que fazem parte da liga. O texto também reconhece a pluralidade de organizações, partidos, movimentos e candidaturas do campo popular e progressista.
Mineração, direitos e territórios
Entre as reivindicações, está a defesa de decisões soberanas sobre a extração, a transformação e o uso de minerais críticos, terras raras e outros elementos considerados estratégicos. A liga associa essa pauta à proteção das águas, das comunidades, dos territórios e das demais formas de vida, além da distribuição social da riqueza gerada.
O manifesto também propõe o enfrentamento ao racismo, ao machismo, à LGBTfobia, ao capacitismo e a outras formas de discriminação. O grupo defende os direitos originários dos povos indígenas, a proteção de seus territórios e o reconhecimento de expressões culturais de matrizes africanas e afro-brasileiras.
Cultura e Carnaval
Para a Liga BRUTA-BH, a cultura deve ser tratada como política permanente de Estado, com recursos públicos, participação social e distribuição democrática. O documento cita a ampliação das políticas culturais a partir de 2003, a extinção do Ministério da Cultura anunciada em 2016, uma nova extinção em 2019 e a recriação da pasta em 2023.
A entidade reivindica o fortalecimento dos sistemas Nacional e Estadual de Cultura, dos fundos de cultura e de mecanismos de fomento direto mais acessíveis, transparentes e descentralizados. Também pede políticas contínuas de apoio aos blocos de rua, ao Carnaval e às culturas populares.
“Organizamos comunidades, ocupamos o espaço público e participamos da construção cotidiana do Carnaval de rua de Belo Horizonte”, afirma o manifesto.
Apoio eleitoral e direito à cidade
A declaração indica Lula para presidente, com o número 13; Patrus para governador, também com 13; Áurea Carolina para senadora, com 500; e Marília Campos para senadora, com 131.
A liga sustenta que os blocos exercem uma função comunitária e política ao mobilizar pessoas, formar artistas, compartilhar saberes e ocupar espaços públicos. Por isso, defende infraestrutura e políticas públicas permanentes para a continuidade das atividades.
Entre as propostas para as cidades estão a garantia do uso democrático do espaço público, o direito à circulação, a ampliação do acesso à cultura e a Tarifa Zero. O manifesto organiza suas reivindicações nos eixos democracia, soberania e participação popular; direitos, diversidade e territórios; cultura como política de Estado; Carnaval e culturas populares; e direito à cidade e mobilidade.







