Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Processos sobre Moraes e Mendonça podem ser analisados em conjunto pelo STF

Edson Fachin retirou da pauta o julgamento sobre a atuação de André Mendonça após Gilmar Mendes apontar relação entre os casos.

Processos sobre Moraes e Mendonça podem ser analisados em conjunto pelo STF

O julgamento sobre a condução do caso Master pelo ministro André Mendonça foi retirado da pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). A análise estava prevista para a sessão plenária da próxima quarta-feira (23), mas o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, decidiu adiar a apreciação nesta quinta.

A mudança ocorreu após o ministro Gilmar Mendes levantar, na sessão extraordinária da última terça (15), uma questão de ordem sobre a relação entre o pedido envolvendo Mendonça e outro processo, que trata da abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

Votação interrompida

Gilmar Mendes defendeu que os dois pedidos fossem julgados juntos por serem correlatos. O plenário chegou a votar a proposta, mas o ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Naquele momento, o placar era de 4 a 3 pela tramitação separada dos processos.

Ao justificar a retirada do julgamento da pauta, Fachin mencionou a “direta relação” entre o processo sobre Mendonça e o ponto discutido na questão de ordem. O presidente do STF informou que a nova data será definida posteriormente.

Fachin havia colocado o pedido relacionado a Moraes em julgamento primeiro, na sessão extraordinária de terça, e marcado para o dia 23 a análise do processo sobre Mendonça. Na semana passada, ele rejeitou a solicitação de Moraes para que os dois casos fossem apreciados conjuntamente. O ministro sustenta que a avaliação sobre possíveis desvios na relatoria de Mendonça interfere diretamente na análise de seu próprio caso.

Origem da controvérsia

A investigação está ligada à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.

A controvérsia no STF ganhou força depois que Mendonça retirou, em 1º de setembro, o sigilo de um relatório da PF com 52 mensagens que os investigadores atribuem a Vorcaro e que teriam sido enviadas a Moraes. Em uma delas, o ex-banqueiro aparenta mencionar um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

As mensagens teriam sido trocadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que Vorcaro foi preso. Os investigadores informaram que as respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas.

Na sessão de terça, Moraes negou novamente ter mantido diálogo com Vorcaro e questionou a comprovação da origem das mensagens. Ele também acusou Mendonça de ter solicitado a inclusão de seu nome em eventual delação premiada de Vorcaro por motivações políticas. Mendonça respondeu que a acusação é mentirosa.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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