Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Mendonça afasta diretores da PF e suspende relatórios sobre autoridades

Decisão cita risco às investigações e será analisada pela Segunda Turma do STF, que adiou o julgamento após pedido de vista.

Mendonça afasta diretores da PF e suspende relatórios sobre autoridades
Foto: STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF). Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da corporação, também foi retirado do cargo.

A decisão foi tomada em meio à crise no Supremo após a divulgação de relatórios de inteligência sobre a atuação de autoridades, incluindo o próprio Mendonça. O ministro afirmou que está sendo monitorado pela PF há mais de 30 dias e disse que o afastamento busca permitir que ministros da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da polícia exerçam suas funções sem constrangimentos ilegais.

Andrei Rodrigues ainda não se manifestou. Mendonça também proibiu a produção, a elaboração e o compartilhamento de relatórios voltados à análise de atos realizados no exercício das funções constitucionais da magistratura, da advocacia pública e da polícia judiciária.

“A suspensão cautelar de função pública é constitucionalmente admissível quando fundada em elementos concretos”, escreveu o ministro. Segundo ele, a continuidade dos dirigentes nos cargos poderia afetar a coleta de provas e o andamento das investigações.

Julgamento adiado

A decisão foi enviada para análise da Segunda Turma do STF. Mendonça pediu ao presidente do colegiado, Luiz Fux, uma sessão virtual extraordinária ainda nesta terça-feira, mas o julgamento foi adiado depois de Gilmar Mendes pedir vista pela manhã. Também integram a turma Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, que declarou impedimento em julgamentos ligados ao caso Banco Master.

O afastamento ocorreu depois que relatórios da PF analisaram a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master. Alexandre de Moraes usou o material ao solicitar a apuração de possíveis irregularidades e levantar suspeitas de abuso de autoridade contra o colega.

O episódio levou o presidente do STF, Edson Fachin, a abrir um procedimento para ouvir Moraes, Mendonça, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Mensagens citadas no pedido

A decisão analisou uma solicitação do partido Novo, que também havia pedido a prisão preventiva de Andrei Rodrigues. Mendonça rejeitou essa medida e optou pelo afastamento cautelar.

A representação menciona mensagens localizadas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em uma delas, enviada a Moraes uma semana antes da primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025, Vorcaro citou a possibilidade de adiar uma operação e mencionou Rodrigues.

Outra conversa traz uma pergunta sobre a possibilidade de reverter a medida com Paulo ou Andrei, em referência a Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF. As mensagens indicam que Vorcaro buscava interferir no calendário da investigação, mas não comprovam que Rodrigues tenha atendido aos pedidos ou mantido relação com o banqueiro. O próprio Novo reconheceu não haver prova de que o diretor tivesse agido para proteger Vorcaro ou o Banco Master. Vorcaro foi preso durante a gestão de Rodrigues.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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