Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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PF identifica repasse de R$ 1 milhão para produção de filme sobre Bolsonaro

Marcello de Oliveira Lopes aparece entre os principais financiadores de Dark Horse, segundo relatório do Coaf entregue à Polícia Federal.

PF identifica repasse de R$ 1 milhão para produção de filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal identificou um repasse de R$ 1 milhão feito por Marcello de Oliveira Lopes à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lopes foi marqueteiro e amigo do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), além de ter deixado a coordenação de comunicação da campanha em maio deste ano.

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entregue à PF, aponta movimentações consideradas atípicas nas contas da produtora entre novembro de 2025 e dezembro de 2025. No período de produção do filme, a empresa movimentou R$ 19 milhões.

Entre os principais remetentes de recursos estão a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., com R$ 3.920.976,40; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, com R$ 2.614.000; a NTT Brasil Ltda., com R$ 750 mil; e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), com transferências de R$ 645.400. O documento também registra o repasse feito por Lopes.

A operação “Make Up”, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (10). A produtora Karina Gama e Mario Frias foram alvos da ação. Também foram realizadas buscas no Instituto Conhecer Brasil (ICB) e na Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades de propriedade de Karina.

Outras transações sob investigação

Lopes também aparece em um documento sobre uma suposta estratégia de ataques coordenados contra o Banco Central e servidores, atribuída ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele teria recebido R$ 650 mil. Lopes negou envolvimento na campanha e afirmou que o dinheiro correspondia ao pagamento por serviços anteriores.

Vorcaro repassou R$ 60 milhões para a produção de Dark Horse após um pedido direto de Flávio Bolsonaro. O senador e candidato à Presidência havia solicitado R$ 134 milhões. A transferência também é investigada pela PF.

A apuração examina o possível direcionamento e desvio de verbas públicas de emendas parlamentares repassadas ao ICB para financiar o longa-metragem. Órgãos de controle apontam suspeitas de repasses irregulares e movimentações financeiras atípicas entre as empresas investigadas. O sigilo foi retirado em meio a cobranças por transparência nas investigações em andamento no STF.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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