Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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TRF manda TH Joias para penitenciária federal após denúncia do MPF

Ex-deputado é acusado de articular integrantes do Comando Vermelho e agentes públicos em negociações de armas, drogas e equipamentos antidrones.

TRF manda TH Joias para penitenciária federal após denúncia do MPF

A Justiça Federal determinou a transferência de Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, para uma penitenciária federal. A decisão também tornou o ex-deputado estadual réu em um processo que apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV).

O Tribunal Regional Federal (TRF) manteve a prisão preventiva dos réus. A exceção foi o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel, que passará para a detenção domiciliar, com monitoramento eletrônico e restrição de atividades. Ele também ficará afastado do cargo.

Acusações do Ministério Público Federal

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) depois das investigações da Operação Zargun. Segundo a acusação, TH Joias fazia a articulação entre integrantes do grupo e agentes públicos, além de participar de negociações envolvendo drogas, armas e equipamentos antidrones. O MPF afirma ainda que ele usava o gabinete para acomodar indicações da facção.

O grupo, conforme a acusação, mantinha conexões com o CV e participava da compra e da distribuição de armamentos vindos do Paraguai. A denúncia também aponta que Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e ocupante de cargos comissionados na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), repassava dados policiais em troca de vantagens indevidas.

Ainda de acordo com a investigação, Stteel fornecia informações privilegiadas e tentava favorecer líderes do grupo. Em troca, buscaria cargos públicos para a própria companheira, entre outras contrapartidas.

Também se tornaram réus Gabriel Dias de Oliveira, o Índio, apontado como integrante de uma organização criminosa que atua no Complexo do Alemão; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, indicado como liderança do mesmo complexo; e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, identificado como empresário. Pezão está foragido.

Mandato e desdobramentos

Os réus respondem por acusações que incluem tráfico de drogas, tráfico internacional e comércio ilegal de armas de fogo, organização criminosa, associação para o tráfico, posse ou porte de arma de fogo de uso restrito e corrupção ativa e passiva.

TH Joias foi preso em setembro de 2025, durante a Operação Zargun. Na ocasião, ocupava um mandato de suplente na Alerj. Depois da prisão, o titular reassumiu a cadeira, e ele deixou de exercer o mandato.

O caso tem como relator no TRF o desembargador federal Flávio Oliveira Lucas. A operação também antecedeu a prisão do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, na Operação Unha e Carne, exatamente três meses depois. Bacellar foi acusado de repassar informações da Zargun a TH Joias, ficou preso por cinco dias e pediu licença do cargo após ser solto. Ele era cotado para disputar a eleição para governador em outubro de 2026.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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