Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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UE barra novas cargas de carnes e outros produtos brasileiros

Restrição atinge os 27 países do bloco e pode afetar até US$ 2 bilhões anuais em exportações do Brasil.

UE barra novas cargas de carnes e outros produtos brasileiros

A União Europeia suspendeu, na última quinta-feira (3), a entrada de novas cargas brasileiras de carne bovina, frango, carne suína, pescados, mel e ovos. A medida vale para os 27 países do bloco e foi associada pela Comissão Europeia a falhas no controle e na rastreabilidade do uso de antimicrobianos na produção animal. Nenhum lote brasileiro foi contaminado.

O bloqueio pode atingir até US$ 2 bilhões por ano em exportações. O frango e a carne bovina concentram a maior exposição. Em 2025, o Brasil vendeu US$ 763 milhões em frango ao mercado europeu, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Embora compre uma parcela pequena da carne bovina brasileira, o bloco importa cortes de maior valor agregado.

A União Europeia proíbe o uso de antimicrobianos para acelerar o crescimento dos animais. Para a carne bovina, a Comissão Europeia exige garantias que cubram todo o ciclo de vida do animal e avaliou que o sistema brasileiro ainda não comprova o cumprimento dessa exigência.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva contestou a avaliação e tenta negociar a reversão da suspensão. O Planalto afirma que a legislação brasileira já limita o uso dessas substâncias como promotores de crescimento. Também informou que uma normativa publicada no início de julho tornou mais rígidos os procedimentos internos de fiscalização.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou que os documentos enviados a Bruxelas comprovariam “a rastreabilidade, o monitoramento e a certificação do atendimento aos requisitos sanitários”.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao Ministério das Relações Exteriores que avalie o uso do mecanismo de reequilíbrio de concessões previsto no acordo comercial Mercosul-UE. A medida poderia resultar em retaliação.

A suspensão pode ser revertida, mas a análise deve levar tempo. O comitê sanitário europeu só deve voltar a examinar os aspectos técnicos desses setores em novembro. Técnicos europeus também concluíram, na sexta-feira (4), uma auditoria nas cadeias brasileiras de frango e mel, cujo relatório ainda será avaliado.

Na carne bovina, a exigência de rastrear o animal durante toda a vida precisa considerar o ciclo da pecuária. Dentro das regras europeias, esse período vai do nascimento ao abate e dura de 24 a 36 meses.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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