O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (15) que vai elevar o nível das relações diplomáticas com a Venezuela, incluindo a nomeação de embaixadores e a retomada de uma cooperação bilateral mais ampla.
A decisão foi comunicada em Caracas pelo encarregado de negócios britânico, Colin Dick, a partir de uma declaração apresentada ao parlamento por Chris Elmore, ministro para América Latina. A representação do Reino Unido afirmou que a medida pretende apoiar a recuperação econômica venezuelana e ajudar nas tarefas de reconstrução depois dos terremotos que atingiram o país.
Ouro mantido em Londres
A reaproximação também pode abrir caminho para a recuperação de 31 toneladas de ouro venezuelano armazenadas nos cofres do Banco da Inglaterra desde 2018. A retenção ocorreu depois que o governo britânico reconheceu como legítima a administração liderada pelo ex-deputado e autoproclamado presidente Juan Guaidó.
Em uma publicação na rede social X, Colin Dick disse que o Reino Unido pretende manter o apoio à Venezuela no longo prazo e mencionou o avanço em direção a uma transição democrática no país.
Reação do governo venezuelano
A presidenta em exercício, Delcy Rodríguez, agradeceu a atuação do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, no restabelecimento dos vínculos diplomáticos. Segundo ela, o parlamentar tratou do tema durante uma visita ao Reino Unido.
Em vídeo divulgado por Delcy, Jorge Rodríguez afirmou ter se reunido com Anet Thomson, diretora para as Américas do Foreign Office. De acordo com ele, a conversa incluiu a posição venezuelana sobre os diálogos com setores da oposição e os avanços recentes em investimentos petrolíferos e gasíferos.
A diplomacia venezuelana também divulgou um comunicado em que manifestou disposição para aprofundar um diálogo construtivo e respeitoso. O texto afirma que a nova etapa deverá priorizar a gestão soberana dos recursos do país, a recuperação nacional e o desenvolvimento integral.
O comunicado ainda menciona a intenção de fortalecer a cooperação em áreas de interesse comum, com base na soberania nacional, na reciprocidade e no respeito ao direito internacional. Félix Plasencia, chanceler venezuelano, assinou a manifestação.








