Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Reino Unido veta produtos de assentamentos na Cisjordânia e anuncia sanções

Medida foi apresentada por Ed Miliband, enquanto França iniciou processo semelhante; Israel e Estados Unidos reagiram à decisão.

Reino Unido veta produtos de assentamentos na Cisjordânia e anuncia sanções

O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (8) que vai proibir a entrada de produtos fabricados em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. A decisão foi apresentada pelo chanceler Ed Miliband na Câmara dos Comuns e inclui sanções contra empresas e pessoas que prestem serviços a essas comunidades.

Miliband afirmou que o governo britânico considera ilegal a ocupação israelense de todo o território palestino. Ao criticar o governo de Benjamin Netanyahu, declarou: “O governo britânico concorda que há limpeza étnica de palestinos em áreas da Cisjordânia, perpetrada por colonos terroristas”.

A legislação definitiva pode demorar alguns meses, conforme parlamentares britânicos, mas o chanceler disse que as sanções terão aplicação imediata. Cerca de 770 mil colonos vivem atualmente nos territórios palestinos ocupados. Nos últimos quatro anos, foram autorizados mais assentamentos do que nas duas décadas anteriores.

A França também anunciou nesta terça-feira (8) o início do processo para impedir a entrada de produtos dos assentamentos. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, informou no X que o país encerrará o comércio com essas comunidades junto com Espanha, Irlanda, Portugal, Polônia, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.

Barrot disse que a decisão está relacionada à expansão dos assentamentos e ao aumento da violência contra palestinos. A iniciativa ocorre fora de uma decisão da União Europeia, que ainda não alcançou maioria qualificada para adotar uma medida conjunta. A Alemanha é apontada como a principal oposição dentro do bloco.

Reações de Israel e dos Estados Unidos

Israel reagiu nas primeiras horas de terça-feira. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, pediu a expulsão do embaixador britânico, enquanto a chancelaria israelense criticou Miliband nas redes sociais. O presidente Isaac Herzog chamou a proibição de “grave erro de cálculo”.

Nos Estados Unidos, o embaixador em Israel, Mike Huckabee, sugeriu que o governo de Donald Trump poderia retaliar. Ele classificou a medida como discriminação contra o povo judeu e citou a Flórida entre os estados que poderiam agir diretamente contra o Reino Unido.

O primeiro-ministro Andy Burnham conversou com Trump na última segunda-feira (7). Segundo o gabinete britânico, a ligação tratou da importância de uma solução de dois estados. Mais de 140 deputados trabalhistas apoiam a medida, que também tem maioria entre a população britânica, de acordo com pesquisas de opinião.

A crise diplomática alcançou as Ilhas Malvinas. Itamar Ben-Gvir pediu que Netanyahu reconheça a soberania argentina sobre o arquipélago e imponha sanções a Londres. Em publicação no X, afirmou: “Os britânicos não só se contentam em ocupar o território, mas também realizam lá perfurações petrolíferas e roubam o dinheiro do povo argentino”.

Em 1965, a Assembleia Geral da ONU classificou as Malvinas como território em situação colonial pendente e pediu negociações entre Argentina e Reino Unido. O Comitê de Descolonização renovou o pedido diversas vezes desde então.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5