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Delcy Rodríguez busca espaço diplomático para a Venezuela em meio a críticas internas

Na ONU, presidenta em exercício defendeu a autodeterminação venezuelana e adotou tom pragmático diante das sanções e das negociações internacionais.

Delcy Rodríguez busca espaço diplomático para a Venezuela em meio a críticas internas

A presença de Delcy Rodríguez na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas foi acompanhada por manifestações em Caracas e marcou, para o governo venezuelano, uma tentativa de ampliar a atuação internacional do país. A última participação de um chefe de Estado da Venezuela no encontro havia ocorrido em 2018, com um discurso de Nicolás Maduro.

Rodríguez pediu apoio às mudanças defendidas pelo governo, mas vinculou esse suporte ao respeito à soberania venezuelana. “A Venezuela quer respirar livremente, exercer seus direitos como nação soberana sem qualquer interferência, uma Venezuela admirada e respeitada”, afirmou na terça-feira (23).

Tom adotado no discurso

Maduro não participou do discurso da atual mandatária. Rodríguez também não tratou diretamente da agressão militar sofrida pela Venezuela no dia 3 de janeiro. Em vez disso, mencionou uma “confrontação agudizada com os Estados Unidos da América”.

Ela ainda citou os efeitos de duas crises enfrentadas pelo país em 2026: o conflito político interno e o duplo terremoto de 24 de junho. Ao falar sobre o momento venezuelano, declarou que o país renascia apesar dos golpes sofridos.

A viagem incluiu reuniões com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com representantes de organismos financeiros multilaterais, entre eles o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Para o governo, a retomada de uma atuação mais livre no cenário internacional pode abrir caminho para a volta aos circuitos financeiros e para a superação das dificuldades econômicas relacionadas às sanções.

Críticas à aproximação com os Estados Unidos

A imagem de Rodríguez ao lado de Donald Trump, com os dois sorrindo, provocou críticas nas redes sociais venezuelanas. Mário Silva, apresentador de televisão e ex-deputado constituinte, questionou a reunião e afirmou que não compreendia a postura da presidenta interina diante de quem, segundo ele, havia bombardeado a Venezuela e matado mais de cem compatriotas, incluindo 32 cubanos.

O cientista político venezuelano Martín Pulgar avaliou que a estratégia pode frustrar setores do chavismo, mas defendeu uma atuação pragmática. Na avaliação dele, o governo precisa preservar as negociações, evitar declarações que provoquem reações e manter condições para a defesa de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que seguem sequestrados nos Estados Unidos.

Pulgar apontou três objetivos para a estratégia: garantir a viabilidade da República e da nação venezuelana, preservar a democracia participativa e manter o poder político das forças revolucionárias. Para ele, cobranças por um confronto direto poderiam prejudicar o país.

“Qualquer ação ou reação pode ser prejudicial”, argumentou o cientista político, ao explicar que o julgamento envolve interesses de diferentes atores e que pequenos avanços podem contribuir para a flexibilização ou o levantamento das sanções.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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