Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Casa

Como deixar a casa mais segura e funcional para pessoas idosas

Iluminação, circulação livre, barras de apoio e escolhas cuidadosas no banheiro ajudam a preservar autonomia e reduzir riscos.

Como deixar a casa mais segura e funcional para pessoas idosas
Foto: SHVETS production/Pexels

A segurança de pessoas idosas dentro de casa depende menos de transformar a residência em um ambiente hospitalar e mais de organizar os espaços para acompanhar as mudanças da vida. Iluminação adequada, pisos estáveis, circulação livre e móveis bem posicionados estão entre as medidas que podem reduzir riscos e preservar a autonomia.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a parcela da população brasileira com 60 anos ou mais passou de 11,3% para 16,6% entre 2012 e 2025. A projeção é que esse grupo chegue a 30% da população em 2050. Entre 2000 e 2070, a participação dos idosos no total da população deverá quadruplicar.

Onde estão os principais riscos

Pisos escorregadios, tapetes soltos, fios espalhados, desníveis, escadas sem boa estrutura, iluminação insuficiente e corredores estreitos podem dificultar os deslocamentos. Também merecem atenção camas, sofás e vasos sanitários muito baixos, além de móveis que bloqueiam a passagem.

No banheiro, a umidade aumenta o risco durante a entrada e a saída do boxe e ao sentar ou levantar do vaso. No quarto, a altura da cama, a iluminação noturna e até o comprimento dos lençóis podem interferir na rotina. A cozinha exige cuidado com fogo, objetos cortantes, líquidos quentes e armários altos. Já as escadas precisam de equilíbrio, coordenação, força e boa percepção visual.

Para pessoas com demência, ambientes desorganizados ou com excesso de estímulos visuais podem dificultar a orientação. Por isso, é útil observar como o morador acorda, circula, prepara refeições, recebe visitas e acessa áreas externas antes de decidir quais mudanças fazer.

Itens que ajudam na adaptação

A iluminação deve facilitar a identificação de obstáculos e desníveis. Luzes noturnas e dispositivos automáticos de sinalização podem ajudar nos deslocamentos, além de contribuir para a organização do ritmo circadiano, do sono e da cognição.

Pisos antiderrapantes são indicados para diminuir a probabilidade de quedas. Nas escadas, o ideal é manter o espaço livre, usar corrimãos, preferencialmente nos dois lados, e eliminar desníveis desnecessários. Em alguns casos, famílias optam por colocar o quarto no andar térreo para evitar o uso da escada.

Tapetes precisam estar bem fixos e fora das áreas de circulação. Mesmo um modelo antiderrapante pode ter bordas levantadas ou criar um pequeno desnível. A decisão deve considerar não só o tipo de peça, mas também se ela é realmente necessária naquele local.

Barras de apoio podem ser instaladas perto do vaso sanitário, dentro do boxe, ao lado da cama ou em corredores, conforme a necessidade individual. Elas precisam ter resistência adequada e ser posicionadas de acordo com a altura, a força, o alcance e os movimentos da pessoa.

No banheiro, banquetas de banho e elevadores de assento sanitário podem ser úteis para idosos com perda de força ou cansaço frequente. Móveis estáveis também ajudam, desde que não ocupem o caminho habitual.

Tecnologia e autonomia

Câmeras e dispositivos como a Alexa podem apoiar idosos que moram sozinhos, permitindo acompanhamento à distância e identificação de situações de risco. O uso deve respeitar a privacidade, especialmente no quarto e no banheiro, e contar com a autorização do morador.

Protetores de quina podem ser considerados quando há alteração visual, dificuldade de percepção espacial, mudanças no equilíbrio, lentificação dos movimentos, demência ou maior risco de colisões. Não é necessário instalá-los em todas as quinas.

A organização geral deve criar rotas livres, intuitivas e previsíveis. Fios de televisão, luminárias, carregadores e outros equipamentos precisam ser retirados do caminho.

As mudanças devem ampliar as possibilidades, não restringi-las. O planejamento da casa pode permitir que a pessoa continue cozinhando, usando a escada e mantendo sua rotina com mais segurança e independência. Para Daline Hallbom, especialista em longevidade e CEO da Söderhem, o foco deve estar em projetar a moradia para uma vida longa, sem preparar o morador para uma vida mais limitada.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5