Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Ciência

Medidas simples ajudam a impedir a entrada de escorpiões em imóveis

Vedação de frestas, controle de baratas e atenção a roupas e calçados reduzem as chances de contato com o animal.

Medidas simples ajudam a impedir a entrada de escorpiões em imóveis
Foto: Vinicius R. Souza/Shutterstock

Escorpiões podem chegar a casas e apartamentos por redes de esgoto, águas pluviais, tubulações e caixas de fiação. Como também encontram abrigo em ralos, frestas e pontos escuros, algumas medidas de manutenção ajudam a diminuir o risco dentro dos imóveis.

Orientações do Instituto Butantan e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomendam bloquear possíveis entradas, reduzir a presença de baratas e verificar roupas e calçados antes de usá-los.

Como dificultar o acesso

Telas ou sistemas de abre e fecha nos ralos formam uma barreira para a entrada dos animais. Também é importante vedar frestas, rodapés, caixas de luz e passagens de cabos.

Roupas, toalhas e calçados deixados no chão devem ser sacudidos antes do uso. Camas e móveis precisam ficar afastados das paredes, e lençóis e mosquiteiros não devem encostar no piso.

Mesmo apartamentos em andares altos não estão livres do risco. Escorpiões conseguem escalar superfícies irregulares e usar tubulações e caixas de fiação como caminhos. Durante o dia, costumam permanecer escondidos em locais escuros e protegidos, como caixas de gordura, pontos de energia, frestas de paredes, rodapés soltos e materiais acumulados.

Limpeza reduz abrigo e alimento

Baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais fazem parte da alimentação dos escorpiões. Por isso, é necessário acondicionar bem o lixo, retirar restos de alimentos e evitar o acúmulo de insetos.

Quintais e jardins devem ficar sem folhas secas, madeira, tijolos, entulho e materiais de construção acumulados. Folhagens densas também não devem encostar em muros e paredes.

O Instituto Butantan informa que não há comprovação científica de que citronela, arruda, alecrim ou lavanda funcionem como repelentes. Inseticidas, vinagre, água sanitária e outros produtos químicos também não são recomendados, porque podem fazer o animal sair do esconderijo e buscar outro ponto do imóvel.

Quando procurar atendimento

A dor intensa costuma aparecer poucos minutos depois da picada. Vermelhidão, formigamento, suor, náuseas, vômitos, agitação e aumento dos batimentos cardíacos também podem ocorrer. Crianças têm maior risco de desenvolver manifestações graves, como alterações da pressão arterial, arritmia, edema pulmonar, insuficiência cardíaca e choque.

Após a picada, lave o local com água e sabão, faça uma compressa morna e procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Não use gelo, torniquete, cortes, furos ou sucção do veneno. Álcool, querosene, fumo, pó de café e outras substâncias também não devem ser aplicados.

A equipe médica deve avaliar a necessidade de soro antiescorpiônico ou antiaracnídico conforme os sintomas e a gravidade do caso.

Entre setembro e fevereiro, os escorpiões são encontrados com maior frequência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, podem ocorrer durante todo o ano. A reprodução por partenogênese permite que fêmeas do escorpião-amarelo e do escorpião-amarelo-do-Nordeste se reproduzam sem macho. Uma fêmea de escorpião-amarelo pode ter cerca de dois partos por ano, com 20 a 25 filhotes em cada um.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5