Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Curiosity registra cavidades sem explicação clara em área do Monte Sharp

Formações largas e rasas foram fotografadas pelo rover durante a subida por uma região rica em sulfatos de Marte.

Curiosity registra cavidades sem explicação clara em área do Monte Sharp
Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS

O rover Curiosity, da NASA, registrou pequenas cavidades no terreno de Marte durante o deslocamento pelo Vale Grande, no Monte Sharp. As formações são largas e pouco profundas e não apresentam sinais das pedras ou dos nódulos minerais que normalmente ajudam a explicar marcas desse tipo no solo marciano.

A origem das estruturas ainda não foi identificada. A equipe responsável pelo robô considera a possibilidade de um processo de erosão ainda desconhecido, de uma característica incomum das rochas ou de outro fenômeno.

Imagens em detalhe

O Curiosity utilizou o Mars Hand Lens Imager (MAHLI) para fotografar as cavidades de perto. As câmeras Mastcam também produziram imagens sobrepostas do terreno. Juntos, os registros permitem elaborar modelos tridimensionais da superfície e analisar medidas como o formato e a profundidade dos buracos.

Em geral, depressões pequenas em rochas marcianas podem surgir quando pedras ou nódulos minerais ficam incorporados a um material mais macio. Como esses elementos resistem por mais tempo ao desgaste, a erosão da área ao redor pode deixá-los expostos ou formar marcas no local. Nas cavidades observadas agora, não foram encontrados elementos próximos que indiquem esse processo.

A área faz parte de uma etapa relativamente nova do percurso do rover. Antes de chegar ali, o Curiosity passou meses estudando o boxwork, conjunto de cristas mineralizadas resistentes que teria sido formado pela ação de águas subterrâneas bilhões de anos atrás. Atualmente, o robô percorre camadas com alta presença de sulfatos acima dessa região.

Subida pelo Monte Sharp

À medida que ganha altitude, o Curiosity encontra variações na textura, na composição química e na resistência ao desgaste das rochas. Essas diferenças podem preservar informações sobre momentos distintos da história geológica de Marte.

No fim de agosto de 2026, o rover havia alcançado um ganho de elevação de 1.000 metros durante a subida. O Monte Sharp se eleva 5,5 quilômetros acima do piso da cratera Gale, e suas camadas sedimentares registram diferentes períodos de deposição no planeta.

A equipe também observou mudanças rápidas na aparência do terreno. Algumas camadas são mais ásperas e acinzentadas e se desgastam de modo diferente das áreas vizinhas. Por isso, o Curiosity foi direcionado para examinar a composição química desse material.

Os dados sobre as rochas e as cavidades ainda estão em análise. Novos estudos deverão indicar como os buracos se formaram no caminho do rover.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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