Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Ciência

Brasil testa plataforma nacional para recuperar experimentos em microgravidade

Sistema pode levar pesquisas a mais de 100 km de altitude, recuperar a carga e ampliar a autonomia brasileira em voos suborbitais.

Brasil testa plataforma nacional para recuperar experimentos em microgravidade
Foto: Divulgação/CLBI

O Brasil testa uma plataforma suborbital que transporta experimentos a mais de 100 km de altitude e retorna com a carga à Terra. A operação é realizada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, e busca verificar se o sistema de recuperação funciona como previsto.

A Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R) viaja acoplada ao foguete VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Durante o voo, os experimentos ficam em microgravidade por aproximadamente seis a oito minutos. Depois, a plataforma inicia a descida e volta presa a paraquedas.

A Operação Potiguar 2 começou em 31 de agosto e deve ser concluída em 19 de setembro. A Força Aérea Brasileira (FAB) participa dos testes, que incluem o acompanhamento da cápsula após a queda. Um GPS transmite a localização por sinais de rádio, permitindo que um helicóptero da FAB faça o resgate, geralmente no mar.

Análise dos experimentos após o voo

A recuperação física permite examinar os materiais submetidos às condições da missão. Atualmente, pesquisadores brasileiros costumam acompanhar os resultados por telemetria, com dados enviados à distância. Com a PSM-R, também será possível analisar diretamente a carga recuperada.

Microgravidade é uma situação em que a influência da gravidade fica significativamente menor, alterando o comportamento de fenômenos físicos e químicos. Entre as aplicações estão o desenvolvimento de materiais, estudos de combustão, pesquisas com medicamentos, agricultura espacial e cristalização de moléculas.

Um dos experimentos leva um Cubesat 1U com microrganismos liofilizados e biodosímetros de radiação. A equipe vai avaliar se fungos e bactérias suportam as condições da missão e permanecem viáveis depois do retorno. Na Terra, outro conjunto com os mesmos microrganismos e sensores servirá como referência. Os pesquisadores também vão comparar os resultados do voo com testes de microgravidade feitos em laboratório por clinorotação.

Equipamento nacional

O país já usa plataformas de microgravidade compradas do exterior. Se a PSM-R for qualificada, poderá realizar lançamentos periódicos com um equipamento brasileiro. Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), afirmou: “Seremos capazes de produzir nossa própria plataforma. É um avanço na direção de nossa autonomia em voos suborbitais.”

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno foi inaugurado em 1965 e já participou de mais de 400 lançamentos. A recuperação dos experimentos é o principal diferencial desta etapa. Com a qualificação da plataforma, universidades e empresas poderão levar pesquisas ao ambiente de microgravidade com maior frequência.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5