MÉXICO — O furacão Polo passou da condição de tempestade tropical à categoria 5 em aproximadamente 36 horas, uma das intensificações mais rápidas já registradas na escala Saffir-Simpson. Depois de alcançar ventos de 270 km/h, o sistema foi rebaixado para a categoria 4, com ventos de até 250 km/h.
A previsão indica que o Polo seguirá para noroeste, em uma trajetória próxima e paralela à costa do Pacífico. Isso reduz, por enquanto, a possibilidade de uma passagem direta sobre as áreas costeiras, mas não elimina o risco de impactos.
Alertas no litoral
Colima, Michoacán e Guerrero podem ter rajadas entre 70 e 90 km/h, além de ondas de 7 a 9 metros. Em Jalisco e Oaxaca, a previsão aponta ondas de 2 a 3 metros. Também são esperadas chuva forte, inundações e deslizamentos.
A distância que o furacão manterá da costa ainda não está definida. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou: “Ainda existe incerteza sobre quão próximo o furacão chegará da costa”.
Aulas foram suspensas em municípios costeiros de Guerrero e Michoacán. Em Acapulco, a ressaca já provocava problemas nas praias. Turistas receberam alertas sobre as condições do mar e a possibilidade de chuvas.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum pediu atenção aos moradores do litoral do Pacífico. “Por favor, toda a população da costa do Pacífico deve permanecer muito atenta”, afirmou.
Relação com o El Niño
A intensificação do Polo ocorre durante um El Niño de grande intensidade. Em 19 de setembro, a temperatura da superfície do mar em uma área do Pacífico centro-oriental estava 3,05 °C acima da média. O registro superou o recorde de 3,02 °C observado em 2015.
O termo “Super El Niño” é usado informalmente para destacar a força do fenômeno. Nem todos os indicadores atingiram marcas históricas, e cada episódio pode apresentar características próprias. Por isso, os efeitos sobre o clima global podem variar.
Entre os efeitos associados ao fenômeno estão o aumento da atividade de tempestades e furacões no Pacífico, maior risco de inundações em algumas regiões e maior possibilidade de secas e incêndios florestais em outras. O El Niño também pode reduzir a atividade de furacões no Atlântico e afetar colheitas, segurança alimentar e economias.
Neste ano, o Atlântico ainda não havia registrado nenhum furacão, enquanto o Pacífico apresentava tendência de maior formação desses sistemas. Cientistas ainda avaliam se a intensidade excepcional desta temporada produzirá impactos igualmente fora do padrão.







