A primavera começa oficialmente no Brasil nesta terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília, e vai até 21 de dezembro, às 18h50, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A estação de 2026 ocorre durante a formação do El Niño, fenômeno monitorado pelo instituto ao longo do ano.
Em junho, o INMET informou que as condições do fenômeno haviam se estabelecido no Pacífico Equatorial, com tendência de fortalecimento nos meses seguintes. Em setembro, a projeção apontou um El Niño potencialmente muito forte para o trimestre de setembro, outubro e novembro.
Mudanças na distribuição das chuvas
A estação marca a passagem entre os períodos seco e chuvoso, sobretudo na região central do Brasil. Com o fortalecimento do fluxo de umidade vindo da Amazônia, as chuvas devem avançar pelo Centro-Oeste, Sudeste e por parte do centro-sul da Região Norte.
No norte do Nordeste, a previsão é de volumes menores. O INMET cita o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, onde os acumulados climatológicos ficam abaixo de 100 milímetros.
A primavera também pode registrar os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema associado a chuvas no Sudeste, no Centro-Oeste, no Acre e em Rondônia. Na Região Sul, há possibilidade de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), relacionados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual granizo.
Temperaturas mais altas
Com o fim do inverno, as temperaturas passam a superar os valores típicos da estação anterior. As médias podem ficar acima de 28 °C nas regiões Norte e Nordeste, além de áreas isoladas do interior do país.
O aquecimento progressivo pode favorecer ondas de calor e aumentar o desconforto térmico. O INMET também aponta maior evapotranspiração, com impacto na umidade do solo, e condições favoráveis à formação rápida de tempestades severas quando o ar quente encontra frentes frias.
O aumento gradual das chuvas em boa parte do país coincide ainda com o início do plantio das principais culturas de verão.







