Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Ciência

Roman confirma operação de câmera infravermelha e testa sistema para exoplanetas

O telescópio espacial da NASA iniciou calibrações do WFI e do coronógrafo antes de começar as observações científicas.

A equipe da missão Nancy Grace Roman começou a receber dados de teste depois de ativar o principal instrumento científico do telescópio espacial da NASA. O Wide Field Instrument (WFI) também captou seus primeiros fótons de luz estelar, enquanto o Coronagraph Instrument passou por verificações para observar diretamente planetas ao redor de outras estrelas.

Primeiros procedimentos no espaço

Antes da ativação, o WFI ficou desligado durante dez dias para passar por secagem e descontaminação. Seus detectores foram mantidos a uma temperatura de -65 °C, acima da condição prevista para a operação. Na manhã de 11 de setembro, os engenheiros desligaram o aquecedor e deixaram o instrumento esfriar até -143 °C.

Foi nesse ponto que os 18 detectores infravermelhos puderam ser ligados. Juntos, eles têm uma área sensível aproximadamente equivalente à tela de um notebook. O WFI é uma câmera de 300 megapixels, capaz de registrar em uma imagem uma região do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia, com nitidez comparável à de telescópios espaciais como o Hubble.

Na noite do mesmo dia, a equipe acionou o sistema de calibração. Na manhã seguinte, começaram a chegar os primeiros dados enviados pelo instrumento. Os detectores continuaram esfriando até alcançar a temperatura final de operação, de aproximadamente -183 °C.

“Este é um grande marco para a equipe do Goddard, nossas equipes industriais da BAE Systems e da Teledyne e nossos centros científicos”, afirmou Josh Schlieder, cientista responsável pelo WFI no Goddard Space Flight Center, da NASA.

Testes dos mecanismos ópticos

No sábado à noite, os trabalhos se concentraram na roda de elementos do WFI. O mecanismo reúne filtros, prismas e outros componentes ópticos que selecionam os comprimentos de onda da luz e separam a luz dos objetos cósmicos em diferentes cores. Essa foi a primeira avaliação do sistema em condições de ausência de gravidade.

No domingo pela manhã, os engenheiros verificaram o mecanismo de foco. Ele será usado para ajustar a nitidez das centenas de milhares de imagens que o instrumento deverá produzir.

A primeira imagem do WFI mostra estrelas espalhadas por milhares de pixels e sem nitidez. O resultado ocorreu porque a matriz de detectores ainda estava na posição usada durante o lançamento, distante do foco ideal. Embora não seja um registro científico final, a imagem confirmou que a luz das estrelas já chega ao instrumento.

Coronógrafo entra na sequência

O Coronagraph Instrument também passou por uma etapa inicial de testes. O equipamento usa máscaras, espelhos deformáveis e sensores para bloquear o brilho das estrelas e permitir a detecção da luz refletida pelos planetas que as orbitam.

Ativado no início de setembro, o coronógrafo teve seus componentes digitais, eletrônicos e mecânicos verificados. A equipe confirmou ainda a comunicação remota com diferentes partes do equipamento.

O instrumento foi projetado para demonstrar tecnologias de observação direta de exoplanetas e apoiar estudos de mundos e discos de poeira ao redor de estrelas próximas. O Roman seguirá por uma longa sequência de calibrações e verificações durante meses, enquanto viaja até o segundo ponto de Lagrange do sistema Sol-Terra, conhecido como L2, antes do início das operações científicas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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