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MAM-SP reabre no Ibirapuera com interiores renovados e mostra nacional

Museu retoma as atividades neste sábado (12) com o 39º Panorama da Arte Brasileira, novo restaurante e mudanças de acessibilidade.

MAM-SP reabre no Ibirapuera com interiores renovados e mostra nacional
Foto: Ding Musa/Divulgação

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) volta a receber o público neste sábado (12), depois de dois anos fechado. Instalado no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista, o museu reabre com espaços reformulados, um novo restaurante e a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira.

Com curadoria de Diane Lima, a exposição Depois que tudo foi dito reúne 33 artistas de 11 estados brasileiros. A mostra fica em cartaz até 24 de janeiro de 2027 e foi escolhida para marcar o retorno do MAM à sede que ocupa desde 1968.

Reforma e arquitetura

As atividades no endereço foram interrompidas em 2024 por causa das obras de reforma da marquise do Parque Ibirapuera. A intervenção, inicialmente calculada para durar cerca de quatro meses, terminou em janeiro deste ano e teve custo estimado em R$ 23 milhões.

O projeto foi conduzido pelo escritório Metrópole_arq, de Ana Helena Vilella e Silvio Oksman. A intervenção reorganizou os fluxos internos, eliminou os desníveis naturais do terreno e retirou a antiga escadaria de acesso ao auditório. O espaço educativo, a biblioteca e a loja também foram renovados.

A sede ocupa a marquise projetada por Oscar Niemeyer. O edifício foi construído originalmente em 1964 e adaptado por Lina Bo Bardi em 1982. Segundo Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo, a proposta preservou a planta, a fachada e a composição das salas, já que o museu é tombado nas esferas municipal, estadual e federal.

As películas dos vidros que cercam parte do prédio foram retiradas para a realização do Panorama. Com isso, as salas passaram a ter uma relação visual mais direta com o Parque Ibirapuera e com edifícios como a Oca. A mudança também integra a proposta de aproximar a exposição do entorno.

A modernização incluiu ajustes de circulação e infraestrutura voltados à acessibilidade de pessoas cadeirantes e visitantes cegos. O MAM mantém um acervo com mais de 5 mil obras, em sua maioria de artistas brasileiros, e desenvolve o MAM Educativo, além de palestras e atividades para famílias.

Para Cauê Alves, a reabertura devolve à cidade um patrimônio ligado à formação de público e à reflexão sobre a arte moderna e contemporânea.

Exposição e restaurante

Criado em 1969 e realizado a cada dois anos, o Panorama da Arte Brasileira busca apresentar diferentes aspectos da produção artística contemporânea do país. Nesta edição, o título Depois que tudo foi dito parte de uma ideia da filósofa, artista e teórica Denise Ferreira da Silva para discutir o que continua, muda ou aparece após acontecimentos considerados encerrados.

A mostra aborda reparação e redistribuição social e coloca em perspectiva questões históricas ligadas à escravidão e à exploração de territórios indígenas no Brasil. Diane Lima afirma que a exposição procura imaginar possibilidades de futuro e de libertação.

A arquitetura participa desse debate. A retirada temporária dos filtros dos vidros permite que a paisagem do parque atravesse visualmente as salas e integre obras, edifício e área externa à experiência do visitante.

A reabertura também marca a chegada do restaurante Petí, comandado pelo chef Victor Dimitrow e pela restauratrice Bárbara Camargo. Com foco na gastronomia brasileira, o estabelecimento tem o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, concedido a restaurantes que combinam qualidade gastronômica e preços considerados acessíveis.

História do MAM

O Museu de Arte Moderna de São Paulo foi criado em 1948 pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, e por Yolanda Penteado. Inspirado no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), o projeto surgiu durante a formação de novas instituições culturais em São Paulo.

Antes de chegar ao endereço atual, o museu passou por espaços provisórios. Em 1958, ocupou áreas relacionadas ao Museu da Aeronáutica e ao Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera. Em 1963, uma assembleia decidiu pela dissolução da instituição após conflitos internos e o afastamento de Ciccillo Matarazzo. O MAM passou então pelo Edifício Itália e pelo Conjunto Nacional, até se instalar sob a Marquise do Ibirapuera em 1968.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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