NOVA VENEZA — No sul de Santa Catarina, Nova Veneza reúne uma gôndola autêntica de Veneza, construções históricas e uma culinária ligada às famílias que chegaram da região do Vêneto. A cidade foi reconhecida pela Lei nº 13.678, sancionada em 2018, como Capital Nacional da Gastronomia Típica Italiana.
A tradição aparece nas receitas, no dialeto vêneto e nos costumes preservados pelos descendentes dos imigrantes. O Portal Municipal de Turismo de Nova Veneza informa que há mais de vinte restaurantes com massas, polenta, galetos, vinhos artesanais, cafés e gelatos. A Festa da Gastronomia Típica Italiana, realizada em junho, também abriga o Carnevale di Venezia, com máscaras, trajes coloridos e marchinhas em italiano.
A gôndola e a memória dos imigrantes
A gôndola Lucille chegou ao Brasil em 2006 como presente diplomático. Depois de circular pelos canais de Veneza, a embarcação foi transportada em um container de navio até o porto de Itajaí e seguiu de caminhão até Nova Veneza. Hoje, fica em um espelho d’água no centro da cidade.
Outro destaque são as Casas de Pedra da Família Bratti. O conjunto de três construções começou a ser erguido a partir de 1891 pelo imigrante Luigi Bratti, com barro e pedras de basalto retiradas do próprio terreno. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), as casas foram tombadas e integram os Roteiros Nacionais de Imigração.
Com 13.664 habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Nova Veneza também preserva referências da chegada dos colonos no Museu do Imigrante. O acervo conta a história das cerca de 400 famílias que fundaram a Colônia Nuova Venezia.
O que visitar
As atrações ficam concentradas principalmente no entorno da praça central, favorecendo o passeio a pé. Além da Gôndola Lucille e das Casas de Pedra, o roteiro inclui a Igreja Matriz São Marcos, templo de 1912 com sinos e relógio importados de Turim, e o Aguaí Santuário Ecológico, com trilhas e cachoeiras em área de Mata Atlântica.
Na mesa, aparecem massas artesanais, polenta, galeto, queijos e vinhos coloniais produzidos na própria cidade. Cafés e cantinas rústicas completam a experiência.
Nova Veneza fica a cerca de 18 km de Criciúma e a aproximadamente 220 km de Florianópolis. O acesso mais usado é de carro, com viagem de cerca de três horas partindo da capital catarinense.







