Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Química da presa reconstitui a vida itinerante de um mamute no Alasca

Camadas de dentina e isótopos indicaram mudanças no deslocamento de Kik e sinais de estresse nutricional antes da morte.

Uma presa de mamute-lanoso preservou sinais químicos capazes de revelar mudanças no deslocamento do animal e condições próximas ao fim de sua vida. A análise acompanhou a formação do dente desde o nascimento até a morte, há cerca de 17 mil anos, e estimou milhares de quilômetros percorridos no Alasca sem depender de pegadas.

O mamute macho recebeu o apelido de Kik. A reconstrução indica que ele ampliou sua área de circulação quando era jovem e passou a fazer viagens extensas antes de morrer. Como o trajeto é calculado a partir de diferentes evidências, o resultado aponta rotas plausíveis, e não coordenadas exatas ou uma localização equivalente à de um GPS.

Um registro formado durante a vida

As presas crescem continuamente e acumulam camadas de dentina em sequência cronológica. Quando o dente é cortado no sentido longitudinal, os pesquisadores conseguem retirar amostras em ordem, da ponta mais antiga até a base mais recente.

Cada faixa pode conter sinais da alimentação e do terreno. A idade, a estação e a composição química, porém, precisam ser estimadas por medições e comparações. O processo se assemelha ao uso de anéis de árvores para organizar o tempo, mas não produz um relato pronto do percurso.

O mapa químico do Alasca

Rochas de diferentes áreas têm assinaturas isotópicas de estrôncio. As plantas absorvem esses elementos, os animais se alimentam delas e parte do sinal chega aos tecidos que estão crescendo.

Para relacionar a presa a possíveis regiões, os pesquisadores mapearam valores de estrôncio no Alasca com a ajuda de dentes de pequenos mamíferos. Depois, compararam esse mapa às amostras de Kik. Os modelos também combinaram isótopos de oxigênio, idade e barreiras da paisagem para estimar os deslocamentos.

Sinais de jejum

Isótopos de nitrogênio aumentaram no fim da presa. O padrão é compatível com o consumo dos próprios tecidos durante jejum ou inanição e sugere estresse nutricional perto da morte. O resultado, sozinho, não indica se a causa foi doença, ferimento, inverno severo ou outra condição.

A história de Kik mostra quanto espaço um grande herbívoro podia usar e como o movimento mudava ao longo da vida. Uma única presa não representa todos os mamutes, mas oferece uma biografia que pode ser comparada a outros indivíduos para distinguir padrões populacionais de histórias particulares.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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