Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Venda Nova do Imigrante combina agroturismo, socol e tradição italiana

Cidade das montanhas capixabas recebeu por lei federal o título de Capital Nacional do Agroturismo.

Nas montanhas do Espírito Santo, propriedades rurais familiares transformaram a rotina do campo em experiência turística. Conhecida pela herança dos imigrantes italianos, a cidade reúne produção artesanal de queijos, cafés especiais, doces, licores e embutidos em roteiros de agroturismo.

O reconhecimento oficial como Capital Nacional do Agroturismo veio pela Lei Federal nº 14.636, sancionada em 2024, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária. A atividade já vinha sendo estruturada décadas antes, com famílias abrindo as porteiras para receber visitantes e apresentar o cotidiano da produção rural.

Socol é símbolo da cidade

Entre os produtos mais associados a Venda Nova do Imigrante está o socol, embutido feito de lombo suíno e curado artesanalmente por meses. A receita foi trazida por imigrantes da região do Vêneto, no norte da Itália. A carne é temperada, curada e armazenada sem conservantes, seguindo o método tradicional das famílias.

Além da receita, o produto tem proteção legal de origem. Em 2018, recebeu a Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A certificação delimita as localidades do município onde vivem descendentes de italianos que mantêm a tradição.

A formação da cidade está ligada à chegada de famílias italianas no fim do século XIX. Em uma região de geografia montanhosa, elas passaram a produzir em casa queijos, vinhos, pães, massas e doces. Até meados do século XX, parte da população falava apenas o dialeto vêneto. Atualmente, o município reúne 23.831 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Passeios entre fazendas e montanhas

A experiência turística pode incluir visitas a propriedades familiares, degustação de socol, queijos, cafés especiais e doces coloniais preparados em tachos de cobre. A Festa da Polenta, criada em 1978 pelo padre Cleto Caliman, celebra a cultura italiana em outubro, com música, comida típica e o tombo da polenta em um tacho gigante.

Na Fazenda Pindobas, primeiro distrito turístico do Espírito Santo, cerca de vinte empreendimentos rurais estão abertos ao público. Já o Parque Estadual da Pedra Azul fica a poucos quilômetros, na vizinha Domingos Martins, com a rocha que muda de cor conforme a luz do dia e trilhas com piscinas naturais. As Cachoeiras do Alto Caxixe reúnem quedas d’água entre a mata das montanhas capixabas.

A culinária local inclui polenta com queijo, galinha caipira ensopada, massas frescas feitas à mão, pães de fermentação natural e socol fatiado. Cantinas rústicas e cafés coloniais funcionam em antigas casas de imigrantes adaptadas para receber visitantes.

Como chegar

Venda Nova do Imigrante fica a cerca de 110 km de Vitória, com acesso principal pela BR-262, no sentido Minas Gerais. A viagem de carro leva em torno de duas horas, e há saídas diárias de ônibus a partir da capital capixaba.

A cidade também preserva marcas da construção comunitária. Os primeiros quilômetros de estrada foram abertos em mutirão, e a chegada da BR-262, em 1957, conectou o município a Vitória e ao restante do país. O nome Venda Nova vem de uma antiga mercearia, chamada venda, que foi reformada e passou a identificar o lugar.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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