Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cólica menstrual: sinais de que é hora de buscar avaliação médica

Dor que muda de padrão, limita a rotina ou vem com outros sintomas deve ser observada e discutida com um ginecologista.

Cólica menstrual: sinais de que é hora de buscar avaliação médica

A cólica menstrual pode fazer parte do ciclo, mas merece atenção quando começa a interferir na rotina, muda de padrão ou aparece junto com outros sintomas. A dor costuma surgir antes ou nos primeiros dias da menstruação e pode vir acompanhada de cansaço, alterações intestinais e maior sensibilidade.

A chamada dismenorreia primária está relacionada às contrações do útero durante a menstruação. Já dores intensas ou associadas a outras manifestações podem estar ligadas a condições como endometriose, adenomiose, miomas e outras alterações ginecológicas.

Para a ginecologista e obstetra Larissa Pires, a avaliação não deve considerar apenas a intensidade da dor. “É importante observar o conjunto: quando a dor aparece, quanto tempo dura, se está piorando com o passar dos meses e principalmente o impacto que ela provoca na vida da mulher”, explica.

Alguns sinais indicam que é importante conversar com um ginecologista. Um deles é precisar faltar ao trabalho, deixar de estudar, cancelar compromissos ou interromper atividades habituais por causa da cólica. Também merece atenção quando uma dor antes leve fica mais forte ao longo dos meses ou anos.

Dor durante ou depois da relação sexual não deve ser vista como algo que a mulher precisa suportar. Alterações intestinais ou urinárias recorrentes, principalmente próximas à menstruação, também devem ser relatadas ao médico. O conjunto dos sintomas ajuda a orientar a investigação.

Mudanças no sangramento são outro ponto a observar, como aumento significativo do volume menstrual, sangramentos prolongados ou alterações persistentes no padrão do ciclo. Nem toda mudança significa uma doença, mas ela deve ser avaliada.

A cólica forte, por si só, não confirma endometriose. Existem diferentes causas para a dor pélvica, e o diagnóstico depende da história da paciente, do exame físico e, quando necessário, de exames complementares.

A recomendação é procurar avaliação quando a dor é muito intensa, piora, limita as atividades habituais, surge fora do período menstrual ou vem acompanhada de dor nas relações, alterações intestinais ou urinárias e mudanças importantes no sangramento.

“Observar o próprio ciclo e perceber mudanças é uma forma de participar ativamente do cuidado com a saúde”, afirma Larissa Pires. Registrar o que muda ao longo dos ciclos pode ajudar na conversa durante a consulta.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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