Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Diferença de força entre os lados do corpo pode afetar o treino

Preferência por um lado, lesões e padrões de movimento estão entre os fatores que podem explicar a assimetria durante os exercícios.

Diferença de força entre os lados do corpo pode afetar o treino

É comum perceber que um braço parece mais forte ou que uma perna oferece mais estabilidade durante um exercício. Essa diferença entre os lados do corpo pode aparecer mesmo em quem treina regularmente e nem sempre indica um problema. Ainda assim, observar como ela interfere nos movimentos ajuda a ajustar o treino e evitar compensações.

Para o fisioterapeuta Matheus Teixeira dos Santos, professor de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, o corpo humano não é totalmente simétrico. A preferência por um dos lados nas tarefas do dia a dia, experiências esportivas anteriores e a maneira de executar certos movimentos podem influenciar a força e a coordenação.

“É natural termos um lado dominante e utilizá-lo com mais frequência em atividades do dia a dia”, explica o especialista. A diferença merece mais atenção quando fica acentuada, atrapalha a execução dos exercícios, provoca adaptações no movimento ou aparece junto com dor.

O que pode causar a assimetria

Ser destro ou canhoto pode fazer com que alguns músculos sejam mais recrutados ao longo da vida. Mas a dominância não é a única explicação. Histórico de lesões, períodos de imobilização, características individuais e padrões de movimento também podem contribuir para a diferença entre os lados.

Exercícios unilaterais, feitos com um braço ou uma perna por vez, podem revelar desequilíbrios que passam despercebidos em movimentos realizados simultaneamente. A orientação é priorizar a execução correta, sem simplesmente aumentar a carga do lado considerado mais fraco para tentar igualar os resultados rapidamente.

Atenção às compensações

Para completar um exercício, o corpo pode mudar a posição do tronco, do quadril ou sobrecarregar outra articulação. Essas estratégias podem indicar que existe uma diferença relevante entre os lados. “Aumentar peso sem corrigir o padrão pode reforçar essas compensações”, orienta Matheus Teixeira dos Santos.

Diferenças discretas não significam necessariamente que haja um problema. Porém, dor, perda repentina de força, limitação de movimento, instabilidade frequente ou uma assimetria que prejudique atividades do dia a dia merecem avaliação profissional.

Mais do que buscar uma simetria perfeita, o objetivo é observar a resposta do corpo aos movimentos. O treino deve respeitar as características individuais, permitir evolução segura e evitar padrões que possam gerar sobrecarga.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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