Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Bem-estar

Menopausa pode estar ligada a dores musculares e articulares

A redução do estrogênio pode favorecer inflamações, perda de colágeno, rigidez e dores em músculos, tendões e articulações.

Menopausa pode estar ligada a dores musculares e articulares

Durante a menopausa, algumas mulheres podem começar a sentir dores musculares e articulares que não faziam parte da rotina. O desconforto pode aparecer em diferentes regiões, como mãos, joelhos, ombros e cotovelos, e estar relacionado à redução do estrogênio.

O ginecologista Igor Padovesi explica que esse hormônio atua em praticamente todos os órgãos e tecidos do corpo. Como músculos e articulações também têm receptores de estrogênio, a queda hormonal pode contribuir para o surgimento de sintomas nessas estruturas. A intensidade e o tipo de manifestação variam entre as mulheres.

Efeitos nos músculos e nas articulações

Segundo a ginecologista Ana Paula Fabricio, a redução do estrogênio pode aumentar a inflamação e contribuir para a perda de colágeno. O hormônio também ajuda a manter a saúde dos músculos, ossos, tendões e articulações. Quando diminui, podem surgir dores e condições relacionadas a essas estruturas.

A ginecologista Patricia Magier afirma que o estrogênio participa da saúde do colágeno e do tecido conjuntivo, além de contribuir para o reparo de músculos e tendões e para a modulação de processos inflamatórios. Com a redução hormonal, algumas mulheres podem ficar mais predispostas a tendinopatias, rigidez articular e inflamações nas estruturas ao redor das articulações.

O ortopedista Marcos Cortelazo observa que a dor nas articulações é um sintoma comum da menopausa, embora seja pouco comentada. A alteração hormonal pode deixar as articulações mais inflamadas e favorecer problemas como artrite e artrose.

Ombro congelado pode ser mais frequente

A síndrome do ombro congelado, também chamada de capsulite adesiva, é descrita por Igor Padovesi como particularmente comum durante a menopausa. O quadro pode ser confundido com tendinite, bursite e outras alterações articulares.

Patricia Magier explica que a condição envolve dor progressiva, rigidez e limitação dos movimentos, dificultando atividades simples do dia a dia. A queda do estrogênio pode alterar o tecido da cápsula articular, aumentar a tendência a inflamações e favorecer dor e restrição de movimento.

Como aliviar e investigar as dores

Controlar o peso, praticar exercícios físicos e manter uma alimentação saudável são estratégias que podem ajudar a aliviar os sintomas, de acordo com Marcos Cortelazo. A reposição hormonal também pode ser considerada, mas precisa ser indicada pelo ginecologista. Quando já existem doenças como artrite e artrose, o acompanhamento com um ortopedista é importante para definir o tratamento.

A identificação da causa nem sempre é simples, porque outros problemas de saúde podem provocar sintomas semelhantes. Igor Padovesi afirma que o diagnóstico é confirmado quando nenhuma outra causa é identificada e há melhora do sintoma com a reposição hormonal.

Mudanças no estilo de vida, como melhorar o sono e reduzir o estresse, são consideradas medidas auxiliares. Para Igor Padovesi, a terapia hormonal adequadamente prescrita é o tratamento que mais impacta os sintomas e a qualidade de vida das mulheres, mas a indicação deve ser feita por um profissional habilitado.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5